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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ainda há fé em ti, Universitário?

Por Marcio Gil de Almeida
TEXTO ESCRITO EM 2008 

Jesus perguntou: ”... haverá... fé na terra?” (Lc. 18:8)

Jesus considerou a fé em Deus vital para o ser humano-ser criado. O homem sem fé em Deus é uma caixa vazia, um ser sem referencial e sem direção. A ausência da fé num Deus vivo que entende e que se relaciona com o homem, promove confusão de sentimentos, a perda de sentido de vida, a fuga da paz, segurança e da alegria no coração do homem. A fé em Deus torna o homem mais humano e a sua ausência o torna frustrado e infeliz. O apóstolo Paulo disse: “ guardei a fé”. (2 Tm 4:7) . E a minha preocupação é que todos saibam guardar a fé: dom( presente) de Deus. Devido a isto , faço a pergunta: ainda existe fé em ti?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Argumentos para a Existência de Deus

Informações Gerais

Provas da existência de Deus

Enquanto teologia pode assumir a existência de Deus como absolutamente necessário, a base da autoridade, fé ou revelação, muitos filósofos e teólogos têm pensado que permita demonstrar por que razão tem de haver um Deus. São Tomás de Aquino, no século XIII, formulou o famoso "cinco maneiras" pelas quais a existência de Deus pode ser demonstrada filosoficamente:
  • 1. O "motor imóvel" argumento. Sabemos que há movimento no mundo, o que está em movimento é movido por outra coisa, essa outra coisa também deve ser movido por alguma coisa, para evitar uma regressão infinita, devemos postular uma "iniciativa", que é Deus.
  • 2. O "nada é causado pela própria" argumento. Por exemplo, uma tabela é trazido à vida por um carpinteiro, que é causada por seus pais. Novamente, não podemos ir ao infinito, por isso deve haver uma primeira causa, que é Deus.

O neoateísmo e cinco argumentos a favor de Deus

William Lane Craig
Originalmente publicado como: “The New Atheism and Five Arguments for God”. Texto disponível na íntegra em: http://www.reasonablefaith.org/the-new-atheism-and-five-arguments-for-god.
Traduzido por Marcos Vasconcelos. Revisado por Djair Dias Filho.
Talvez seja um tanto surpreendente que quase nenhum dos ditos neoateus nada tenha a dizer sobre os argumentos para a existência de Deus. Em vez disso, eles tendem a chamar a atenção para os efeitos sociais da religião e a questionar se a crença na religião é boa para a sociedade. É justificável duvidar que o impacto social de uma ideia, para o bem ou para o mal, seja uma medição adequada dessa crença, especialmente quando há razões para pensar que a ideia em questão é mesmo verdadeira. O darwinismo, por exemplo, com certeza tem tido algumas mínimas influências sociais negativas, mas isso dificilmente serve de base para pensar que a teoria seja falsa e simplesmente ignorar as evidências biológicas a seu favor.
Os neoateus talvez considerem que os argumentos tradicionais a favor da existência de Deus estejam agora fora de moda e não precisam mais de refutação. Se assim for, eles são ingênuos. Ao longo da última geração, entre os filósofos profissionais, cujo ofício é pensar sobre questões metafísicas difíceis, ocorre o avivamento do interesse nos argumentos para a existência de Deus. Esse ressurgimento de interesse não passou despercebido nem mesmo da cultura popular. Em 1980, a revista Time publicou um artigo importante intitulado “Modernizing the Case for God” [Modernizando a defesa de Deus], que descrevia o movimento entre os filósofos contemporâneos para remodelar os argumentos tradicionais a favor da existência de Deus. Time maravilhou-se que
Numa tranquila revolução no pensamento e no debate, que quase ninguém teria previsto apenas duas décadas atrás, Deus está fazendo uma reaparição. O mais curioso é que isso não está acontecendo entre teólogos ou crentes comuns, mas nos seletos círculos intelectuais dos filósofos acadêmicos, onde há muito o consenso baniu o Onipotente do discurso proveitoso.1
Segundo o artigo, o destacado filósofo americano Roderick Chisholm opinou que o motivo de o ateísmo ser tão influente na geração anterior é que os filósofos mais brilhantes eram ateus; mas hoje, nota ele, muitos dos filósofos mais brilhantes são teístas que usam intelectualismo realista na defesa dessa crença.
Os neoateus estão incrivelmente alheios à revolução em andamento na filosofia anglo-americana.2 Eles geralmente estão por fora das obras de vanguarda nesse campo. O único neoateu que interage com os argumentos a favor da existência de Deus é Richard Dawkins. No seu livro Deus, um delírio, que se tornou sucesso de vendas internacional, Dawkins examina e apresenta refutações a vários dos mais importantes argumentos a favor de Deus.3 Ele merece crédito por levá-los a sério. Mas as suas refutações são convincentes? Será que ele aplicou um golpe fatal nesses argumentos?
Bem, examinemos alguns desses argumentos e vejamos. Antes de fazer isso, vamos esclarecer o que torna um argumento “bom”. Argumento é uma série de declarações (chamadas de premissas) que levam a uma conclusão. O argumento correto deve satisfazer duas condições: (1) ser logicamente válido (i.e., sua conclusão decorre das premissas, segundo as regras da lógica), e (2) suas premissas serem verdadeiras. Se um argumento é bom, a verdade da conclusão resulta necessariamente das premissas. Mas, para ser um bom argumento, não basta ser um argumento correto. Temos também alguma razão para imaginar que as premissas são verdadeiras. Um argumento logicamente válido que tenha, totalmente desconhecidas para nós, premissas verdadeiras não é um bom argumento no que diz respeito à sua conclusão. As premissas devem ter algum grau de justificação ou garantia para nós, para que um argumento correto seja um bom argumento. Mas que nível de garantia? É óbvio que não é necessário saber com certeza que as premissas são verdadeiras (quase não sabemos com certeza que algo é verdadeiro!). Talvez devêssemos dizer que, para um argumento ser bom, as premissas devem ser provavelmente verdadeiras à luz das evidências. Acho que é justo, embora às vezes as probabilidades sejam difíceis de contabilizar. Outra maneira de dizer isso é: um bom argumento é um argumento correto em que as premissas, à luz das evidências, são mais plausíveis que seus opostos. Deve-se comparar a premissa e a sua negação e acreditar em não importa qual seja a mais plausivelmente verdadeira à luz das evidências. Um bom argumento será o argumento correto cujas premissas são mais plausíveis que as negações delas.
Dada essa definição, a pergunta é: há bons argumentos a favor da existência de Deus? Dawkins, especificamente, conseguiu demonstrar que os argumentos a favor de Deus não são bons? Para descobrir as respostas, examinemos cinco argumentos para a existência de Deus.
1. Argumento cosmológico da contingência
O argumento cosmológico apresenta-se de várias formas. Eis uma versão simples da famosa versão da contingência:
1. Tudo que existe tem uma explicação para a sua existência, quer na necessidade de sua própria natureza, quer numa causa externa.
2. Se o universo tem uma explicação para sua existência, essa explicação é Deus.
3. O universo existe.
4. Logo, o universo tem uma explicação para sua existência (de 1, 3).
5. Logo, a explicação da existência do universo é Deus (de 2, 4).
Ora, esse é argumento logicamente perfeito. Quer dizer, se as premissas forem verdadeiras, logo a conclusão será inevitável. Não interessa se gostamos ou não da conclusão. Não importa que tenhamos outras objeções à existência de Deus. Uma vez que admitamos a validade das três premissas, temos de aceitar a conclusão. Portanto, a pergunta é: o que é mais plausível, essas premissas serem verdadeiras ou falsas?
1.1. Premissa 1
Consideremos primeiro a Premissa 1. De acordo com ela, há dois tipos de coisas: as que existem necessariamente, e as que são produzidas por alguma causa externa. Permitam-me explicar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

EXISTÊNCIA DE DEUS(P4)


PROVA 10 - OS PRINCÍPIOS ANTRÓPICOS
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"HOUSTON, TEMOS UM PROBLEMA!"
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São 13 de abril de 1970, dois dias depois que o comandante da missão Jim Lovell e dois outros astronautas saíram da atmosfera terrestre na Apollo 13. Eles estão agora voando no espaço a mais de 3 mil quilômetros por hora, ansiosamente esperando por uma caminhada que apenas alguns homens fizeram: andar na superfície da Lua. Tudo está saindo conforme a planejada em sua espaçonave tão magnificamente projetada. Nas palavras do própria Lavell, ele e sua equipe estão "felizes da vida'. Mas tudo isso está prestes a mudar.
Depois de 55 haras e 54 minutos do início da missão, logo. depois de completar uma transmissão de televisão para a Terra, Lavell está arrumando alguns fios quando ouve um barulho muito forte. Num primeiro momento, acha que é apenas a piloto Jack Swigert fazenda uma brincadeira ao acionar secretamente uma válvula barulhenta. Mas, quando ele vê a expressão de preocupação no rosto de Swigert — aquela expressão que diz "Não fui eu!" -, Lavell rapidamente percebe que não é uma piada.

EXISTÊNCIA DE DEUS(P3)

PROVA 7 – A DA LEI MORAL

1. Existe um padrão absoluto de certo e errado que está escrito no coração de todo ser humano. As pessoas podem negá-lo, podem suprimi-lo, suas ações podem contradizê-lo, mas suas reações revelam que elas o conhecem.

2. O relativismo é falso. Os seres humanos não determinam o que é certo e o que é errado; nós descobrimos o que é certo ou errado. Se os seres humanos determinassem o que é certo ou errado, então qualquer um poderia estar "certo" em afirmar que o estupro, o homicídio, o Holocausto ou qualquer outro mal não é realmente errado. Mas nós sabemos intuitivamente que esses atos são errados por meio de nossa consciência, que é manifestação da lei moral.

3. Essa lei moral deve ter uma fonte mais elevada que nós mesmos, porque ela é uma prescrição que está no coração de todas as pessoas. Uma vez que as prescrições sempre possuem um autor — elas não surgem do nada - o Autor da lei moral (Deus) deve existir.
4. Essa lei moral é o padrão divino de retidão e nos ajuda a decidir entre as diferentes opiniões morais que as pessoas possam ter. Sem o padrão de Deus, somos deixados exatamente com isto: opiniões humanas. A lei moral é o padrão final por meio do qual tudo é medido (na teologia cristã, a lei moral é a própria natureza de Deus. Em outras palavras, a moralidade não é arbitrária — ela não diz "Faça isso e não faça aquilo porque eu sou Deus e estou dizendo isso". Não, Deus não faz regras com base em um capricho. O padrão de retidão é a própria natureza do próprio Deus — infinita justiça e infinito amor).

5. Embora se acredite amplamente que toda a moralidade é relativa, valores morais fundamentais são absolutos e transcendem culturas. A confusão sobre isso freqüentemente se baseia numa má interpretação ou má aplicação dos absolutos morais, não em uma verdadeira rejeição deles. Ou seja, os valores morais são absolutos, mesmo que a compreensão que temos deles ou de outras circunstâncias nas quais eles deveriam ser aplicados não seja absoluta.

6. Os ateus não têm uma base verdadeira para o certo ou o errado objetivos.
Isso não quer dizer que os ateus não sejam seres morais ou que não compreendam o que é certo ou errado. Ao contrário, os ateus são capazes de realmente compreenderem o que é certo e errado porque a lei moral está escrita no coração deles, assim como em qualquer outro coração. Contudo, embora eles possam acreditar em um certo ou errado objetivos, não não têm maneira de justificar tal crença (a não ser que admitam o Criador da lei moral, deixando assim de ser ateus).

No final de tudo, o ateísmo não pode justificar por que algo é moralmente certo ou errado. Ele não pode garantir os direitos humanos ou a justiça final do Universo. Para ser ateu — um ateu coerente -, você tem de acreditar que não existe realmente nada de errado com homicídio, estupro, genocídio, tortura ou qualquer outro ato hediondo. Pela fé, você precisa acreditar que não existe diferença moral entre um assassino e um missionário, entre um professor e um terrorista, entre Madre Teresa e Hitler. Ou então, pela fé, você precisa acreditar que os princípios morais reais surgem do nada. Uma vez que tais crenças são claramente irracionais, não temos fé suficiente para sermos ateus.

PROVA 8 – O PRIMEIRO SER-VIVO

Como a vida surgiu com base em elementos químicos inanimados, sem uma intervenção inteligente, uma vez que os elementos químicos inanimados são suscetíveis à segunda lei da termodinâmica? Os darwinistas não têm uma resposta, mas apenas fé. A geração espontânea da primeira vida — é crido por causa de falsas suposições filosóficas disfarçadas de ciência, e não porque haja legítimas observações científicas que apóiem a geração espontânea. Falsa ciência é ciência ruim, e são os darwinistas que a estão praticando. . Sua crença na geração espontânea resulta de sua fé cega no naturalismo. É preciso uma enorme quantidade de fé para acreditar que a primeira criatura unicelular tenha se formado pelas leis naturais, porque isso é como acreditar que mil enciclopédias surgiram com base em uma explosão numa gráfica! Os ateus não podem nem mesmo explicar a origem da gráfica, quanto mais das mil enciclopédias.Portanto, nós não temos fé suficiente para sermos ateus.

Será possível explicar a incrível complexidade específica da vida por meio do acaso? De jeito algum! Tanto ateus quanto teístas calcularam a probabilidade de a vida ter surgido por acaso com base em elementos químicos inanimados. Os números calculados são astronomicamente pequenos -— virtualmente zero. Michael Behe, por exemplo, disse que a probabilidade de se obter ao acaso uma molécula de proteína (que tem cerca de cem aminoácidos) seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um grão de areia específico na areia do deserto do Saara por três vezes consecutivas. E uma molécula de proteína não é vida. Para obter vida, você precisaria colocar cerca de 200 dessas moléculas juntas!

A forma de vida mais simples contém uma quantidade de informações equivalente a mil enciclopédias. Os cristãos acreditam que somente um ser inteligente pode criar uma forma de vida equivalente a mil enciclopédias. Os ateus acreditam que forças naturais não inteligentes podem fazê-lo. Os cristãos têm evidências que apóiam suas conclusões. Uma vez que os ateus não têm nenhuma evidência, sua crença exige muito mais fé.
O Dr. Carl Sagan, que era evolucionista, ateu e um dos principais críticos da Bíblia no século XX. Carl Sagan, da Cornell University, em "Communication With Extra-Terrestrial Intelligence" (Comunicação com inteligência Extra-Terrestre), chegou a conclusão de que a chance da vida ter surgido por acaso, em apenas 1 planeta qualquer é algo matematicamente da ordem de 1 chance contra 10 seguidos de 2 bilhões de zeros. Partindo da premissa que aqui trata-se da vida em uma forma mais simples que uma ameba. (Fonte: Close Encouters – A Better Explanation, 1977 – Clifford Wilson and John Weldon).

É importante, ainda, observar algumas informações fornecidas pelo Dr. Frank Salisbury, da Utah State University, publicadas na Revista Nature em outubro de 1969. Na qual se realiza um cálculo para descobrir a probabilidade para que uma única molécula de DNA se formasse, de um tipo específico, assumindo que a vida já existisse, e que as matérias primárias necessárias já estivessem formadas, e fosse preciso APENAS que ocorresse a combinação dessas matérias, POR ACASO.

Sabemos que existem 1020 (100.000.000.000.000.000.000) planetas onde essa reação é possível;

Estima-se que há 4x109 (= 4.000.000.000) anos disponíveis (TEMPO);

Usando os métodos da Teoria da Probabilidade e Estatística sabe-se que há 1 chance em 10415 de, em algum instante em todo este tempo, em algum destes planetas, 1 única molécula desejada se combinar por acaso!

Isto significa 1 chance contra:
10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.0
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Matematicamente falando, isso representa uma impossibilidade matemática, pois segundo a Lei de Borel se a chance de algo ocorrer é superior a 1050 simplesmente não ocorre!

Em outras palavras: não existe a menor possibilidade da vida ter surgido por acaso como desejam os evolucionistas.

No livro "The genetic Code", na página 92, Issac Asimov calculou que existem 8 x 1027 possíveis combinações diferentes de proteínas semelhantes à insulina. Se fosse produzida uma dessas proteínas a cada segundo, teríamos que aguardar mais de 10 bilhões de vezes a suposta idade do universo.

Issac Asimov calcula que o número de diferentes combinações de hemoglobina é de 135 x 10165.

Mais uma vez, só um número bem limitado de combinações pode ser utilizado.

Não seria possível ter uma amostra de cada uma dessas combinações, pois o número total de átomos do universo conhecido é de apenas 1078. Se fossem produzidas 10100 combinações por segundo, seria consumida a matéria equivalente a aproximadamente 10 sextilhões de universos a cada segundo por um período de dez trilhões de trilhões de anos para produzir todas as combinações de hemoglobina.

Mais uma vez, algo impossível de acontecer.

Sir Fred Hoyle disse que “é mais fácil um tornado varrer um depósito de sucata e construir um Boeing 747 com o material nele contido do que formas superiores de vida emergirem através dos processos evolutivos!”

A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. "Acaso", "tempo", e "natureza" são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas. Esses deuses não podem, porém, explicar a origem da vida. Eles são impotentes. Desse modo, a evolução fica sem uma causa eficaz e é, portanto, apenas uma explicação mágica para a existência da vida...

O Dr. Dominique Tassot, graduado na Escola de Minas em Paris onde estudou Matemática, Física e Química, é o responsável pelo CEP - Centre d’Etude et de Prospectives sur la Science (Centro de Estudos e Prospectivas da Ciência) na França. Esse Centro de Estudos foi fundado em 1997 e é composto por 700 pesquisadores de várias partes do Globo.

É importante destacar que o referido Centro de Estudos tem publicado material cientifico em diversas partes do mundo e em variadas Academias de Ciência refutando os postulados da Evolução. Na verdade, o próprio Dr. Dominique Tassot, em uma entrevista, declarou que não acredita no evolucionismo porque este não é em nada científico.

"A evolução acabou de receber o seu golpe mortal. Após ler o livro Origins of Life [Origem da Vida] com a minha formação em química e física, é claro que a evolução [biológica] não poderia ter ocorrido" (Richard Smalley, Ph.D., prêmio Nobel em Química de 1996)

Diante dos pequenos exemplos citados anteriormente, fica a pergunta: Em que está alicerçado o evolucionismo? Resposta: Na fé!

Isso mesmo. Na fé cega que deseja a inexistência do Deus Criador de todas as coisas.

PROVA 9 – O CÉREBRO HUMANO, O OLHO HUMANO E A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL

O cérebro humano processa simultaneamente uma quantidade incrível de informações. O cérebro reconhece todas as cores e objetos que você vê; assimila a temperatura à sua volta; a pressão de seus pés contra o chão; os sons ao seu redor; o quão seca sua boca está e até a textura deste artigo em suas mãos. O seu cérebro registra respostas emocionais, pensamentos e lembranças. Ao mesmo tempo, seu cérebro não perde a percepção e o comando dos movimentos ocorrentes em seu corpo, como o padrão de respiração, o movimento da pálpebra, a fome e o movimento dos músculos das suas mãos.

O cérebro humano processa mais de um milhão de mensagens por segundo.8 Ele avalia a importância de todos esses dados, filtrando o que é relativamente sem importância; um processo de seleção que lhe permite interagir com o ambiente em que você se encontra e se desenvolver de modo eficaz nele... O cérebro é algo que lida com mais de um milhão de informações por segundo, enquanto avalia as mais importantes, permitindo que o homem aja somente com as mais relevantes... Podemos mesmo dizer que esse tão órgão fascinante foi criado pelo mero acaso?

Quando a NASA lança um foguete espacial, sabemos que não foi um macaco que planejou o lançamento, e sim mentes inteligentes e instruídas. Como explicar a existência do cérebro humano? Apenas uma mente mais inteligente e instruída do que a humanidade poderia tê-lo criado. E o olho humano? (até Darwin ficava intrigado com isso). Este contém muitos músculos que trabalham harmoniosamente; a retina humana faz inveja aos cientistas especializados em computadores. Seus 100 milhões de bastonetes e de cones, e sua camadas de neurônios, realizam pelo menos 10 bilhões de cálculos por segundo! Seria possível a visão humana ter surgido por acaso? Darwin admitiu que isso era um problema quando escreveu: “Parece impossível ou absurdo, reconheco-o, supor que a [evolução] pudesse formar a visão” [A Origem das Espécies, pág. 168].

E assim, poderiam ser numerados muitos outros exemplos. Como disse o Biólogo Edwin Conklin: “A probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”. Pode-se formar um dicionário através da explosão de uma tipografia? Claro que não! Imagine o universo com todas as suas criaturas, que é muito mais complexo!

Em 1859, Charles Darwin escreveu; "Se pudesse ser demonstrado que qualquer órgão complexo existente não tivesse sido formado por modificações numerosas, sucessivas e pequeninas, minha teoria estaria absolutamente acabada". Hoje sabemos que existem muitos órgãos, sistemas e processos na vida que se encaixam nessa descrição. Um deles é a célula. Nos dias de Darwin, a célula era uma "caixa-preta" uma misteriosa e pequena parte da vida que ninguém podia observar. Mas agora que temos a capacidade de olhar dentro da célula, vemos que a vida em nível molecular é imensuravelmente mais complexa do que Darwin jamais sonhou. De fato, ela é irredutivelmente complexa.

Um sistema irredutivelmente complexo é composto de diversas partes bem casadas e interativas que contribuem para uma função básica, no qual a remoção de qualquer uma de suas partes faz com que ele pare de funcionar. Essas são as palavras de Michael Behe, professor de bioquímica na Universidade Lehigh, que escreveu o revolucionário livro intitulado Darwin 's Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution. A pesquisa de Behe verifica que coisas vivas são literalmente repletas de máquinas moleculares que executam as diversas funções da vida. Essas máquinas moleculares são irredutivelmente complexas, o que significa que todas as partes de cada uma dessas máquinas devem ser completamente formadas, estar nos lugares corretos, nos tamanhos corretos, operar na seqüência adequada e em sincronia para que a máquina funcione.

O motor de um carro é um exemplo de um sistema irredutivelmente complexo. Se acontecer uma mudança no tamanho dos pistões, então é necessário fazer uma mudança no comando de válvulas, no bloco, no sistema de refrigeração, no compartimento do motor e em outros sistemas, ou o novo motor não vai funcionar.
Behe mostra que coisas vivas são irredutivelmente complexas, tal como o motor de um carro. Com meticulosos detalhes, ele mostra que inúmeras funções do corpo — coagulação do sangue, os cílios (o mecanismo de propulsão de alguns organismos), a visão — exigem sistemas irredutivelmente complexos que não poderiam ter se desenvolvido na forma gradual darwinista. Por quê? Porque os intermediários não seriam funcionais. Assim como acontece com o motor de um carro, todas as partes certas devem estar no lugar certo, no tamanho certo e ao mesmo tempo, para que possa existir alguma função.

Você pode construir um motor parte por parte (isso exige inteligência), mas não pode sair dirigindo só com metade do motor debaixo do capô do carro. Também não seria possível sair dirigindo se uma parte essencial do motor fosse modificada e as outras não. Da mesma forma, os sistemas vivos se tornariam rapidamente não funcionais se fossem modificados peça por peça.
O grau de complexidade irredutível nos seres vivos é estonteante. Lembre-se de que o alfabeto genético do DNA é composto de quatro letras: A, T, C e G. Bem, dentro de cada célula humana existem cerca de 3 bilhões de pares dessas letras. O seu corpo não apenas tem trilhões de células, mas produz milhões de novas células a cada segundo. Cada célula é irredutivelmente complexa e contém subsistemas irredutivelmente complexos!
As descobertas de Behe são fatais para o darwinismo. A complexidade irredutível significa que uma nova vida não pode vir a existir por meio do método darwinista de pequenas e sucessivas mudanças durante um longo período de tempo. O darwinismo é semelhante ao ato de forças naturais — sem nenhuma ajuda inteligente — produzindo o motor de um carro de corrida (i.e., uma ameba) e depois modificando o motor irredutivelmente complexo em sucessivos motores intermediários até que as forças naturais finalmente produzam o ônibus espacial (i.e., o ser humano).

Os darwinistas não podem explicar a fonte dos materiais que compõem o motor, muito menos de que maneira o primeiro motor irredutivelmente complexo veio a existir. Também não podem demonstrar o processo não inteligente por meio do qual qualquer motor tenha evoluído até se transformar num ônibus espacial enquanto fornecia algum tipo de propulsão nos passos intermediários. Isso fica evidente com base na completa ausência de explicações darwinistas sobre a maneira pela qual um sistema irredutivelmente complexo possa ter surgido gradualmente. Michael Behe expõe as afirmações vazias dos darwinistas:

A idéia darwinista da evolução molecular não está baseada na ciência. Não há explicação na literatura científica — em periódicos ou em livros — que descreva a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico real e complexo que tenha ocorrido ou que até mesmo possa vir a ocorrer. Existem afirmações de que tal evolução aconteceu, mas absolutamente nenhuma delas é apoiada por experimentos pertinentes ou por cálculos. Uma vez que não há autoridade na qual basear as afirmações de conhecimento, pode-se verdadeiramente dizer que a afirmação da evolução molecular darwinista é simplesmente arrogância.

As débeis tentativas dos darwinistas de lidar com a complexidade irredutível revelam a magnitude do problema para sua teoria. O darwinista Ken Miller sugeriu que a complexidade irredutível não é verdadeira porque ele pode mostrar que o exemplo citado por Behe para a complexidade irredutível — uma ratoeira — não é na verdade um sistema irredutivelmente complexo. De acordo com Behe, todas as cinco partes de uma ratoeira tradicional precisam estar no lugar no mesmo tempo, em ordem correta, para que a ratoeira funcione. Você não pode pegar ratos simplesmente com uma plataforma e uma mola, por exemplo. Mas Miller acha que pode refutar a afirmação de Behe construindo uma ratoeira similar com apenas quatro partes (Miller realmente levantou isso durante um debate televisionado pela PBS no final da última década de 90).
A crítica de Miller erra o alvo. Primeiramente, tal como um típico darwinista, Miller ignora o fato de que sua ratoeira exige inteligência para ser constituída. Segundo, Behe não está dizendo que é necessário cinco partes para construir qualquer ratoeira, mas apenas a ratoeira tradicional. Resulta que a ratoeira de Miller não é uma precursora física da ratoeira tradicional de Behe. Em outras palavras, transformar a ratoeira de Miller na de Behe exigiria mais do que um passo aleatório (i.e., darwinista) — a mudança exigiria a adição de uma outra parte muito específica e vários anos de ajustes bastante específicos para que pudesse se encaixar nas partes existentes (e isso requer inteligência).

Terceiro, até mesmo que essas mudanças pudessem ser feitas de alguma maneira, por meio de algum processo que não envolvesse uma mente inteligente, a ratoeira não funcionaria durante o período de transição. Contudo, para que o darwinismo seja verdadeiro, a funcionalidade deve ser mantida durante todo o tempo, porque coisas vivas não podem sobreviver se, digamos, seus órgãos vitais não executarem suas funções normais durante as lentas transições baseadas em tentativa e erro dos darwinistas. Por último, uma ratoeira é apenas uma ilustração. Sistemas vivos são imensuravelmente mais complexos que uma ratoeira. Assim, fica claro que a afirmação de Behe não foi refutada por Miller nem por qualquer outro darwinista.

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Extraído do livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek.

Clicando em “ENVIAR CARTA”, no menu esquerdo, você pode comentar, criticar, ou debater sobre o assunto com o autor do site.

Copiado do endereço http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1078004998

EXISTÊNCIA DE DEUS(P2)

PROVA 6 - O ARGUMENTO COSMOLÓGICO E O "SURGE"

Os argumentos abaixo foram retirados do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu",de Norman Gleiser e Frank Turek:

Não se impressione com o imponente nome técnico: "cosmológico" vem da palavra grega cosmos e significa "mundo" ou "Universo".Ou seja, o argumento cosmológico é o argumento do início do Universo. Se o Universo teve um início, então teve uma causa. Na forma lógica, o argumento apresenta-se da seguinte maneira: Tudo o que teve começo tem uma causa. O Universo teve um começo. Logo, o Universo teve uma causa.

Até a época de Einstein, os ateus podiam confortar-se com a crença de que o Universo era eterno e, portanto, não precisava de uma causa. Mas, desde então, cinco linhas de evidências científicas foram descobertas, as quais provam, sem sombra de dúvida, que o Universo realmente teve um início. Aquele início foi algo que os cientistas chamam hoje de Big Bang (ou "grande explosão"). A evidência desse Big Bang pode ser facilmente lembrada pelo acrônimo "SURGE".

S - A SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

A segunda lei da termodinâmica é o "s" do nosso acrônimo SURGE. A termodinâmica é o estudo da matéria e da energia, e, entre outras coisas, sua segunda lei afirma que o Universo está ficando sem energia utilizável. A cada momento que passa, passa, a quantidade de energia utilizável está ficando menor, levando os cientistas à óbvia conclusão de que, um dia, toda a energia terá se esgotado e o Universo morrerá. Tal como um carro em movimento, um dia o Universo vai ficar sem combustível.

Então você pode dizer: "E daí? De que maneira isso prova que o Universo teve um começo .. Bem, vamos enxergar as coisas a seguinte maneira: a primeira lei da termodinâmica afirma que a quantidade e energia no universo é constante. Em outras palavras, o Universo possui apenas uma quantidade finita de energia (algo muito semelhante ao fato de o seu carro ter uma quantidade finita de combustível). Se o seu carro tem uma quantidade finita de combustível (a primeira lei) e ele está consumindo combustível durante todo o tempo em que está se movimentando (a segunda lei), seu carro estaria andando agora se você tivesse ligado a ignição há um tempo infinitamente distante? Não, é claro que não. Ele estaria sem combustível agora. Da mesma maneira, o Universo estaria sem energia agora se estivesse funcionando desde toda a eternidade pas­sada. Mas aqui estamos nós: as luzes ainda estão acesas, o que significa dizer que o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito, ou seja, o Universo não é eterno - teve um começo.

Podemos comparar o Universo com uma lanterna. Se você deixar uma lanter­na acesa durante toda a noite, qual será a intensidade da luz pela manhã? Será fraca, porque as baterias foram utilizadas até quase extinguir sua energia. Bem, o Universo é como uma lanterna quase descarregada. Possui só um pouco de ener­gia a ser consumida. Mas, uma vez que o Universo ainda tem alguma carga na bateria (a energia ainda não acabou), ele não pode ser eterno - teve obrigatoria­mente um início - pois, se fosse eterno, a bateria já teria acabado a essa altura.

A segunda lei da termodinâmica também é conhecida como lei da entropia, que nada mais é senão uma maneira simpática de dizer que a natureza tem a tendência de fazer as coisas se desordenarem. Em outras palavras, com o tempo, as coisas naturalmente se desfazem. Seu carro se acaba; sua casa se acaba; seu corpo se acaba. Mas se o Universo está ficando cada vez menos ordenado, então de onde veio a ordem original? O astrônomo Robert Jastrow compara o Univer­so a um relógio movido a corda. Se um relógio movido a corda está começando a atrasar, então alguém precisa dar-lhe corda.

Esse aspecto da segunda lei também nos diz que o Universo teve um começo.

Uma vez que ainda temos alguma ordem - assim como ainda temos alguma energia utilizável -, o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (entropia) neste momento.

Alguns anos atrás, um estudante que participava de um ministério cristão entre universitários convidou-me [Norm] para falar em sua universidade sobre um tema relacionado à segunda lei. Durante a palestra, eu disse basicamente aos alunos aquilo que escrevemos aqui, mas de uma maneira mais detalhada. Depois da exposição, o aluno que havia me convidado pediu que eu almoçasse com ele e seu professor de Física.

 Assim que nos sentamos para comer, o professor deixou claro que era cético em relação ao meu argumento de que a segunda lei da termodinâmica exige a existência de um começo para o Universo. Ele me disse até mesmo ser materia­lista e acreditar que apenas as coisas materiais existiam e que existiram por toda a eternidade.

- Se a matéria é eterna, então o que você faz com a segunda lei? - pergun­tei a ele. Ele respondeu:
- Toda lei tem sua exceção. Essa é a minha exceção.

Eu poderia ter contra-atacado, perguntando-lhe se pressupor que toda lei tem uma exceção era fazer uma boa ciência. Isso não me parece muito científico e pode ser uma afirmação falsa em si mesma quando você pergunta: ''A lei que diz que 'toda lei tem uma exceção' tem uma exceção?". Se tiver, talvez a segunda lei seja uma exceção à lei de que toda lei deve ter uma exceção.

A coisa não se encaminhou assim porque eu achei que ele iria protestar. Em vez disso, recuei um pouco com relação à segunda lei e decidi questioná-Io sobre o materialismo.

- Se tudo é material - perguntei -, então o que é a teoria científica?
Além do mais, toda teoria sobre qualquer coisa material não é material; não é feita de moléculas.

Sem hesitar por um momento, ele disse com certo gracejo: — A teoria é mágica.

- Mágica? - repeti, realmente não acreditando naquilo que estava ouvindo. - Qual é a base para você dizer isso?
- Fé - respondeu ele rapidamente.

Fé na mágica?", pensei comigo mesmo. "Não posso acreditar no que estou ouvindo! Se a fé na mágica é a melhor coisa que os materialistas têm a oferecer, então eu não tenho fé suficiente para ser materialista!

Pensando novamente naquele episódio, parece-me que aquele professor teve um momento de sinceridade. Ele sabia que não poderia responder à fortíssima comprovação que apóia a segunda lei e, então, admitiu que sua posição não tinha base na comprovação ou na razão. Ao fazer isso, deu outro exemplo da falta de disposição em acreditar naquilo que a mente sabe que é verdadeiro e de como a visão dos ateus é baseada apenas na fé.

O professor estava certo com relação a uma coisa: ter fé. Ele de fato precisava de umsalto de fé para deliberadamente ignorar a mais estabelecida lei de toda a natureza.

Uma vez que percebi que o professor não estava realmente interessado em aceitar a verdade, não lhe fiz nenhuma outra pergunta potencialmente humilhante. Mas, uma vez que nenhum de nós podia ignorar o poder da segunda lei em nossos próprio corpo, pedimos a sobremesa. Nenhum de nós estava disposto a negar que precisávamos repor a energia que havíamos acabado de usar!






U - O UNIVERSO ESTÁ EM EXPANSÃO






As boas teorias científicas são aquelas capazes de predizer fenômenos que ainda não foram observados. Como vimos, a teoria da relatividade predisse um Universo em expansão. Mas foi somente uma década depois de o legendário astrônomo Edwin Hubble ter olhado em seu telescópio que os cientistas finalmente confirmaram que o Universo está em expansão e que se expande de um único ponto (o astrônomo Vesto Melvin Slipher estava muito próximo deste Universo em expansão já em 1913, mas foi Hubble quem reuniu todas as partes soltas da questão no final da década de 1920). Este Universo em expansão é a segunda linha de comprovação científica que afirma que o Universo teve um começo.






De que maneira podemos provar, por sua expansão, que o Universo teve um começo? Pense da seguinte maneira: se pudéssemos assistir a uma fita de vídeo da história do Universo ao contrário, veríamos toda matéria no Universo retomando para um único ponto. Esse ponto não teria o tamanho de uma bola de basquete, nem de uma bola de pingue-pongue, nem mesmo da cabeça de uma agulha, mas matemática e logicamente um ponto que é realmente nada (i.e., sem tempo, sem matéria). Em outras palavras, era uma vez um nada e, então, bang!, havia alguma coisa — o Universo passou a existir por meio de uma explosão! É por essa razão que conhecemos esse fenômeno como Big Bang ou "grande explosão".






É importante compreender que o Universo não está se expandindo para um lugar vazio, mas o próprio espaço está em expansão — não havia espaço antes do Big Bang.Também é importante compreender que o Universo não surgiu de material existente, mas sim do nada — não havia matéria antes do Big Bang. De fato, cronologicamente, não havia "antes" no período anterior ao Big Bang, porque não existe "antes" sem tempo, e não havia tempo antes do Big Bang. Tempo, espaço e matéria passaram a existir no Big Bang.






Esses fatos dão muita dor de cabeça aos ateus, como aconteceu numa noite chuvosa no Estado norte-americano da Geórgia em abril de 1998. Naquela noite, eu [Frank] compareci a um debate na cidade de Atlanta sobre a questão "Deus existe?". William Lane Craig assumiu a posição afirmativa, e Peter Atkins assumiu a posição negativa. O debate estava bastante espirituoso e, em alguns momentos, até engraçado, parcialmente devido ao moderador, William F. Buckley Jr. (Buckley não escondia seu favoritismo pela posição de Craig, favorável à existência de Deus. Depois de apresentar Craig e suas impressionantes credenciais, Buckley apresentou Atkins da seguinte maneira: "E do lado do Diabo, temos o dr. Peter Atinks!")






Um dos cinco argumentos de Craig para a existência de Deus era o argumento cosmológico, apoiado pela evidência do Big Bang, que estamos discutindo aqui. Ele destacou que o Universo — todo o tempo, toda a matéria e todo o espaço — explodiu do nada, um fato que Atkins admitira em seu livro e que reafirmou mais tarde no debate daquela noite.






Uma vez que foi o primeiro a falar, Craig informou à platéia como Atkins tenta explicar o Universo de uma perspectiva ateísta: "Em seu livro The Creation Revisited [A Criação revisitada], o dr. Atkins luta ferozmente para explicar como o Universo poderia ter surgido, sem ter sido provocado por nada. Mas, no final, ele se vê preso, contradizendo a si mesmo. Ele escreve: 'Agora voltemos no tempo, além do momento da Criação, quando não havia tempo e onde não havia espaço'. Nesse tempo antes do tempo, ele imagina um redemoinho de pontos matemáticos que se recombinavam repetidas vezes e que, finalmente, por meio de tentativa e erro, vieram a formar nosso Universo de tempo e espaço".






Craig continuou, destacando que a posição de Atkins não é uma teoria científica, mas, na verdade, uma metafísica popular que contradiz a si mesma. É metafísica popular porque é uma explicação inventada — não existe nenhuma comprovação científica que a apóie. É também contraditória porque trata de tempo e espaço antes de haver tempo e espaço.






Uma vez que Craig não teve oportunidade de dialogar diretamente com Atkins sobre esse ponto, Ravi Zacharias e eu ficamos na fila de perguntas, já no final do debate, para questionar Atkins sobre sua posição. Infelizmente, o tempo acabou antes que um de nós pudesse fazer uma pergunta, de modo que fomos falar com Atkins depois do debate, nos bastidores.






— Dr. Atkins — disse Ravi -, o senhor admite que o Universo explodiu do nada, mas a sua explicação para o começo não está clara com relação ao que seja "nada". Os pontos matemáticos num redemoinho não são nada. Até eles são alguma coisa. Como o senhor justifica isso?






Em vez de abordar a questão, Atkins se rendeu verbalmente à segunda lei da termodinâmica. Ele disse:






— Olha, senhores, estou muito cansado. Não posso responder a mais nenhuma pergunta agora.






Em outras palavras, o seu decréscimo de energia provou que a segunda lei da termodinâmica estava funcionando. Atkins literalmente não tinha nada a dizer!






De acordo com a comprovação cosmológica moderna, o Universo literalmente não tinha nada de onde surgir. Contudo, quando foi a hora de dar uma explicação ateísta a isso, Atkins não começou realmente do nada, mas de pontos matemáticos e do tempo. Naturalmente, não se pode imaginar como meros pontos matemáticos e tempo pudessem verdadeiramente criar o Universo. Todavia, ele queria impor o fato de que ateus como ele próprio precisam explicar como o Universo começou de absolutamente nada.






O que é nada? Aristóteles tinha uma boa definição: ele disse que nada é aquilo com que as rochas sonham! O nada do qual o Universo surgiu não são "pontos matemáticos", como sugeriu Atkins, nem "energia positiva e negativa', como escreveu o ateu Isaac Asimov. "Nada" é literalmente coisa alguma aquilo com que as rochas sonham.






O escritor inglês Anthony Kenny descreveu honestamente seu próprio apuro como ateu à luz da evidência do Big Bang. Ele escreveu: "De acordo com a teoria do big bang,toda a matéria do Universo começou a existir em um momento em particular no passado remoto. Um oponente de tal teoria deve acreditar, pelo menos se for ateu, que a matéria do Universo veio do nada e por meio de nada".






R - RADIAÇÃO DO BIG-BANG






A terceira linha de comprovação científica de que o Universo teve um início foi descoberta por acidente em 1965. Foi naquele ano que Arno Penzias e Robert Wilson detectaram uma estranha radiação na antena do Laboratório Bell, em Holmdel, Nova Jersey, Estados Unidos. Aquela misteriosa radiação permanecia, não importava para onde apontassem sua antena. Inicialmente acharam que poderia ser o resultado de dejetos de pombos depositados na antena, muito comuns na costa de Nova Jersey, de modo que limparam a antena, e retomaram os pombos. Mas, quando voltaram para dentro, descobriram que a radiação ainda estava lá, e que vinha de todas as direções.






Aquilo que Penzias e Wilson tinham detectado transformou-se numa das mais incríveis descobertas do século passado, uma que chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Esses dois cientistas do Laboratório Bell tinham descoberto o brilho avermelhado da explosão da bola de fogo do big bang.






Tecnicamente conhecida como radiação cósmica de fundo, esse brilho é realmente luz e calor emanados da explosão inicial. A luz não é mais visível porque o seu comprimento de onda foi esticado pela expansão do Universo para um tamanho pouco menor do que aquele que é produzido por um forno de microondas. Mas o calor ainda pode ser detectado.






Voltando a 1948, três cientistas predisseram que, se o Big Bang realmente tivesse acontecido, essa radiação estaria em algum lugar. Mas, por alguma razão, ninguém havia tentado detectá-la antes de Penzias e Wilson terem tropeçado nela por acaso há cerca de 30 anos. Ao ser confirmada, essa descoberta lançou por terra qualquer sugestão de que o Universo esteja num estado eterno de passividade.






Com efeito, a descoberta da radiação da bola de fogo queimou qualquer esperança de existência do estado estático. Mas esse não foi o fim das descobertas. Mais evidências do Big Bang surgiriam. De fato, se a cosmologia fosse um jogo de futebol americano, aqueles que acreditam no Big Bang estariam sendo convidados a "pular em cima' com esta próxima descoberta.






G - SEMENTES DE GRANDES GALÁXIAS






Depois de descobrirem o anunciado Universo em expansão e o brilho posterior de sua radiação, os cientistas voltaram a atenção para outra previsão que confirmaria o Big Bang. Se o Big Bang realmente aconteceu, os cientistas acreditavam que deveríamos ver pequenas oscilações (ou ondulações) na temperatura da radiação cósmica de fundo que Penzias e Wilson tinham descoberto. Essas ondulações de temperatura permitiriam que a matéria se reunisse em galáxias por meio da atração gravitacional. Se isso fosse descoberto, eles aceitariam a quarta linha da comprovação científica de que o Universo teve um ínício.






Em 1989, foi intensificada a busca por essas ondulações quando a NASA lançou um satélite de 200 milhões de dólares chamado COBE [Cosmic Background Explorer ou "explorador do fundo cósmico"]. Levando equipamentos extremamente sensíveis, o COBE foi capaz de ver se essas oscilações realmente existiam na radiação de fundo e quão precisas elas eram.






Quando George Smoot, o líder do projeto, anunciou as descobertas do COBE em 1992, sua chocante comparação foi citada em jornais do mundo inteiro. Ele disse: "Se você é religioso, então é como estar olhando para Deus". Michael Turner, astrofísico da Universidade de Chicago, não foi menos enfático, afirmando que "a evidência dessa descoberta não pode ser desprezada. Eles encontraram o Santo Graal da cosmologia". Stephen Hawking também concordou, chamando as descobertas de "as mais importantes descobertas do século, senão de todos os tempos". O que fez o satélite COBE receber elogios tão grandiosos?






O satélite não apenas descobriu as 'Oscilações, mas os cientistas ficaram maravilhados diante de sua precisão. As oscilações mostravam que a explosão e a expansão do Universo foram precisamente calculadas de modo não apenas a fazer a matéria se reunir em galáxias, mas também a ponto de não fazer o próprio Universo desmoronar sobre si mesmo. Qualquer pequena variação para um lado ou para o outro, e nenhum de nós estaria aqui para contar a história. O fato é que as oscilações são tão exatas (com uma precisão de um sobre 100 mil) que Smoot as chamou de "marcas mecânicas da criação do Universo" e "impressões digitais do Criador.






Mas essas oscilações de temperatura não são apenas pontos em um gráfico de um simples cientista. O COBE conseguiu tirar fotografias das oscilações com infravermelho. É preciso ter em mente que as observações espaciais são, na verdade, observações do passado, devido ao tempo que a luz leva para chegar até nós. Desse modo, os retratos desse satélite são retratos do passado, ou seja, as imagens em infravermelho tiradas pelo COBE apontam para a existência de matéria do início do Universo que viria a se juntar em galáxias e conjuntos de galáxias. Smoot chamou essa matéria de "sementes" das galáxias como elas existem hoje (essas imagens podem ser vistas pela Internet nosite do COBE. Tais "sementes" são as maiores estruturas já detectadas, e a maior estende-se por cerca de um terço do Universo conhecido. Estamos falando de 10 bilhões de anos-luz ou de 95 bilhões de trilhões de quilômetros (95 seguido de 21 zeros).






Agora você pode entender por que tantos cientistas são tão eloqüentes na descrição de sua descoberta. Uma coisa predita pelo Big Bang foi novamente descoberta, e isso foi tão grandioso e tão preciso que provocou um big bang entre os cientistas!






E - A TEORIA DA RELATIVIDADE DE EINSTEIN






O "E" do nosso acrônimo vem do nome de Einstein. Sua teoria da relatividade é a quinta linha de comprovação científica de que o Universo teve um início e sua descoberta foi o começo do fim da idéia de que o Universo é eterno. A teoria em si, que foi comprovada até cinco casas decimais, exige um início absoluto para tempo, espaço e matéria. Ela mostra que tempo, espaço e matéria estão correlacionados, ou seja, são interdependentes — você nunca pode ter um sem os outros.






Com base na teoria da relatividade, os cientistas predisseram — e depois descobriram — a expansão do Universo, a radiação posterior à explosão e as grandes sementes de galáxias que foram precisamente criadas para permitir que o Universo se formasse e que tivesse o estado atual. Adicione a essas descobertas a segunda lei da termodinâmica, e temos cinco linhas de decisiva comprovação científica de que o Universo teve um início — algo que SURGE de um início grandioso.










Pense da seguinte maneira: se pudéssemos assistir a uma fita de vídeo da história do Universo ao contrário, veríamos toda matéria no Universo retomando para um único ponto. Esse ponto não teria o tamanho de uma bola de basquete, nem de uma bola de pingue-pongue, nem mesmo da cabeça de uma agulha, mas matemática e logicamente um ponto que é realmente nada (i.e., sem tempo, sem matéria). Em outras palavras, era uma vez um nada e, então, bang!, havia alguma coisa — o Universo passou a existir por meio de uma explosão!


À luz das evidências, somos deixados apenas com duas opções: ou ninguém criou uma coisa do nada ou alguém criou alguma coisa do nada. Que visão é mais plausível? Nada criou alguma coisa? Não. Até mesmo Julie Andrews sabia a resposta quando cantou "Nada vem do nada. Nada poderia ser assim!". Se você não consegue acreditar que nada fez alguma coisa, então não tem fé suficiente para ser ateu!

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Extraído do Livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek

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Fonte: http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1077992653


EXISTÊNCIA DE DEUS(P1)

PROVA 1 – A PROVA DO MOVIMENTO

É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.

Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao Rio.

Nas coisas que mudam, podemos distinguir:

a) As qualidades ou perfeições já existentes nelas.
b) as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.

As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.

As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.


Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.

M = PX ---->> AX

Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.
Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser - o fogo - que tenha calor em Ato.

Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser - a tinta - que seja vermelho em Ato.

Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.
Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.

Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida. É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.


Tudo o que muda é mudado por outro.

Tudo o que se move é movido por outro.

Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato. Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade - a potência de ter a perfeição x.

Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.

Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.

PX ---> AX PX (5) ---> AX PX (4) ---> AX PX (3) ---> AX PX (2) ---> AX (1)

Esta seqüência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a seqüência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças. Noutras palavras, em qualquer seqüência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.

Se a seqüência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.
Portanto, a seqüência não pode ser infinita.

Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo. Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.

A seqüência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.

E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito. Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo. Logo, a seqüência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.

Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus, devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas "coisas criadas", para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.

Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro. Portanto, esse 1º ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.


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Este ser é Deus.


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Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer "eu serei bondoso", porque isto implicaria que não seria atualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.


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Deus também não pode dizer "eu fui", porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu "Eu sou aquele que é" (aquele que não muda, que é ato puro).


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Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: "Antes que Abraão fosse, eu sou" (Jo.8:58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.


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Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: "a quem buscais?", e, ao dizerem "a Jesus de Nazaré", ele lhes respondeu: "Eu sou". E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.


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Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu: "Eu sou". E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.


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Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é.


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PROVA 2 – A CAUSUALIDADE EFICIENTE


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Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.


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Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.


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Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.


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Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: "Causa das causas, tem pena de mim". A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.


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O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra "Breve História do Tempo" reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.


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O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.


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PROVA 3 – PROVA DA CONTINGÊNCIA


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Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.


Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.


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Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.


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Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário - que tem a existência necessariamente - tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.


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PROVA 4 – DOS GRAUS DE PERFEIÇÃO DOS ENTES


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Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.


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Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.


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Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura, conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições. E a isto chamamos Deus.


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Por esta prova se vê bem que a ordem hierárquica do universo é reveladora de Deus, permitindo conhecer sua existência, assim como conhecer suas perfeições. É o que diz Paulo na Epístola aos Romanos (1:19). E também é por isso que Deus, ao criar cada coisa dizia que ela era boa, como se lê em Gêneses 1. Mas quando a Escritura termina o relato da criação, diz que Deus, ao contemplar tudo quanto havia feito, viu que o conjunto da criação era "valde bona", isto é, ótimo.


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Pois bem, se cada parcela foi dita apenas boa por Deus como se pode dizer que o total é ótimo? O total deve ter a mesma natureza das parcelas, e portanto o total de parcelas boas devia ser dito simplesmente bom e não ótimo. São Tomás explica essa questão na Suma contra Gentiles. Diz ele que o total foi declarado ótimo porque, além da bondade das partes havia a sua ordenação hierárquica. É essa ordem do universo que o torna ótimo, pois a ordem revela a Sabedoria do Ordenador. Por aí se vê que o comunismo, ao defender a igualdade como um bem em si, odeia a ordem, imagem da Sabedoria de Deus. Odiando a imagem de Deus, o comunismo odeia o próprio Deus, porque quem odeia a imagem odeia o ser por ela representado. Nesse ódio está a raiz do ateísmo marxista e de sua tendência gnóstica.


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PROVA 5 – O GOVERNO DO MUNDO


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Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.


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Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.


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Uma variante dessa prova tomista aparece na obra "A Gnose de Princeton". Apesar de gnóstica esta obra apresenta um argumento válido da existência de Deus. Filmando-se em câmara lenta um jogador de bilhar dando uma tacada numa bola, para que ela bata noutra a fim de que esta corra e bata na borda, em certo ângulo, para ser encaçapada, e se depois o filme for projetado de trás para diante, ver-se-á a bola sair da caçapa e fazer o caminho inverso até bater no taco e lançar para trás o braço do jogador. Qualquer um compreende, mesmo que não conheça bilhar, que a segunda seqüência não é a verdadeira, que é absurda. Isto porque à segunda seqüência faltou a intenção, que transparece e explica a primeira seqüência de movimentos. Daí concluir com razão, a obra citada, que o mundo cego caminha - como a flecha ou como a bola de bilhar - em direção a um alvo, a um fim. Isto supõe então que há uma inteligência que o dirige para o seu fim. Há, pois, uma inteligência que governa o mundo.


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Este ser sapientíssimo é Deus.






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Extraído de “As cinco vias de São Tomás”


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Copiado do site http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1077980308

sábado, 29 de dezembro de 2012

FIDES ET RATIO - Fé e Razão



Fides et Ratio trata da relação entre fé e razão e mais especificamente entre teologia e filosofia. Composta por sete capítulos[1], a Encíclica trata no último a respeito das Exigências e Tarefas Atuais da palavra de Deus (80-91) e da teologia (92-99). De modo geral, o documento expressa a importância do labor teológico e da investigação filosófica à compreensão do binômio fé e razão e da presença do homem no mundo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Teologia como ciência especial IV - A Linguagem Teológica


Teologia como ciência especial IV

Em nosso primeiro artigo, a teologia foi vista como uma ciência especial que possui suas peculiaridades como muitas outras ciências. Nos últimos artigos, as “fontes” da teologia foram tratadas como parte destes elementos em relação a Escritura Sagrada. Neste artigo o foco recai sobre o papel da enunciação teológica levantando apontamentos introdutórios sobre este assunto. 
Hans Urs Von Balthasar pondera sobre esta questão indicando que a pergunta não deve ser “Como nós seres humanos podemos traduzir a revelação de Deus nas diversas línguas e formas de pensamento?”, mas, sim, “Como Eu [Deus] faço para que minha Palavra única e completamente determinada adentre na pluralidade das linguagens humanas e formas de pensamento?”1 Balthasar dirige-se para a dificuldade da enunciação de determinado conhecimento acerca de Deus dentro dos limites da linguagem humana. Ele mostra que a linguagem é um fenômeno próprio da humanidade e, por isso, ela limita a tentativa de se realizar uma enunciação que faça justiça a Deus. Entretanto, ele não nega a possibilidade de Deus ser conhecido, pois de fato ele se revelou, mas existe um impasse: O Deus infinito comunica-se com o ser humano finito. Balthasar demonstra que quando Deus expressa sua mensagem única na linguagem humana ele precisa mover toda a rede de formas de pensamentos e modos de fala de todo o mundo. Não que isso seja uma desvantagem. Mas a Palavra que ele profere é muito mais rica do que pode ser perscrutada por toda a linguagem da humanidade e formas de pensamento tomadas juntamente.2   

sábado, 24 de novembro de 2012

A ORIGEM DO UNIVERSO

A ORIGEM DO UNIVERSO 


A ORIGEM DO UNIVERSO

Quando tratamos de um tema desses, um assunto principal vem à mente: se o universo teve um Projetista (um projeto criado por uma inteligência superior) ou se ele foi mero fruto do “acaso”. Logo em seguida, analisaremos se a contra-argumentação ateísta baseada na macroevolução é ou não capaz de anular as evidências do Universo que atestam para um Projetista inteligente, ou se apenas servem para ainda mais fortemente confirmarem a existência de Deus no processo. Não sou evolucionista, e os artigos sobre a teoria da evolução serão abordados em temas mais específicos. O meu desejo aqui consiste, portanto, em mostrar que ainda que a evolução fosse verdadeira, isso não anularia em absolutamente nada o design inteligente; ao contrário, como veremos mais adiante, serve apenas para confirmá-lo! Afinal, você precisa ter bastante fé para ser darwinista. Você precisa acreditar que, sem qualquer intervenção inteligente:

1. Alguma coisa surgiu do nada (a origem do Universo);
2. A ordem surgiu do caos (o projeto do Universo);
3. A vida surgiu de matéria inorgânica (o que significa que a inteligência surgiu da não inteligência e a personalidade surgiu da não personalidade);
4. Novas formas de vida surgiram com base em formas de vida já existentes, a despeito de evidências contrárias, como:
a) limitações genéticas;
b) mudanças cíclicas;
c) complexidade irredutível;
d) isolamento molecular;
e) não viabilidade das formas tradicionais;
f) o registro fóssil.

(Continue lendo e assista o vídeo)

sábado, 17 de novembro de 2012

Apologética à luz da Bíblia.

Companheiros de luta,
A palavra Apologética vem sendo usada, ultimamente, com certa frequência nas Igrejas, revistas voltadas ao público cristão, na Blogosfera Cristã etc. Muitos de nós não sabemos o que esta palavra realmente quer dizer, sequer sabemos se sua prática encontra respaldo bíblico. A intenção do presente post, como o próprio título nos diz, é tratar o assunto, Apologética, à luz da Bíblia, de forma equilibrada trazendo argumentos que possam fazer com que o amigo leitor ao final possa ter sua própria opinião sobre o assunto.
Nosso ponto de partida é entender o significado da palavra Apologética, para podermos buscá-la no contexto bíblico. Apologética deriva da palavra grega apologia que pode ser entendida por “apresentar/dar uma razão” ou “defesa”. Academicamente, é a disciplina que lida com a defesa racional da fé cristã. González traz a seguinte definição:

sábado, 22 de setembro de 2012

O ARGUMENTO DA MORALIDADE

O ARGUMENTO DA LEI MORAL

Neste texto, o filósofo cristão Dr. William Lane Craig apresenta o argumento da lei moral para demonstrar a existência de Deus. Dr. Craig possui doutorados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Universidade de Munique, na Alemanha.

Há um contraste entre o teísmo e o naturalismo com relação à fornecer uma base adequada para a vida moral. É mostrado que em uma cosmovisão teísta há um fundamento adequado para a afirmação de valores morais objetivos, obrigações morais e responsabilidade moral. Em contraste, o naturalismo falha em todos os três sentidos. Na medida em que cremos que existem valores e responsabilidades morais, então temos bons fundamentos para crer que Deus existe. Além disso, um argumento prático para a crença em Deus é oferecido com base na responsabilidade moral.

Podemos ser bons sem Deus? Inicialmente a resposta a esta questão parece tão óbvia que até mesmo apresentá-la causa indignação. Enquanto que para aqueles entre nós que são cristãos teístas encontram sem dúvida em Deus uma fonte de força moral e determinação que nos capacita a viver vidas melhores do que as que viveríamos sem Ele, entretanto seria arrogante e ignorante afirmar que aqueles que não compartilham uma crença em Deus não vivem, em geral, vidas morais boas — de fato, embaraçosamente, vidas que, algumas vezes, deixam as nossas na vergonha. Mas espere. Seria realmente arrogante e ignorante afirmar que as pessoas não podem ser boas sem uma crença em Deus. Mas não foi essa a questão. A questão era: podemos ser bons sem Deus?

Quando fazemos esta questão, estamos colocando de uma forma provocativa a questão meta-ética da objetividade dos valores morais. Os valores que apreciamos e guiam nossas vidas são meras convenções sociais assim como guiar do lado direito versus do lado esquerdo da rua ou meras expressões de preferência pessoal assim como ter um gosto por certas comidas ou não? Ou eles são válidos independentemente das nossas apreensões deles, e se então, quais são os seus fundamentos? Além disso, se a moralidade é apenas uma convenção humana, então porque deveríamos agir moralmente, especialmente quando há conflitos com interesses próprios?

Ou somos, de alguma forma, responsáveis pelas nossas decisões morais e ações? Hoje eu quero argumentar que se Deus existe, então a objetividade de valores morais, obrigações morais e responsabilidade moral são assegurados, mas na ausência de Deus, isto é, se Deus não existe, então a moralidade é totalmente subjetiva e não obrigatória. Podemos agir precisamente das mesmas maneiras que de fato agimos, mas na ausência de Deus, essas ações não seriam consideradas boas (ou más), visto que, se Deus não existe, valores morais objetivos não existem. Logo, não podemos ser realmente bons sem Deus. Por outro lado, se cremos que obrigações e valores morais são objetivos, isso provê fundamentos para a crença em Deus.

Considere então a hipótese de que Deus existe. Em primeiro lugar, se Deus existe, valores morais objetivos existem. Dizer que existem valores morais objetivos é afirmar que algo é bom ou mau independentemente de alguém acreditar que isso seja verdadeiro. É afirmar, por exemplo, que anti-semitismo nazista é moralmente errado, mesmo que os nazistas que realizaram o Holocausto pensassem que isso fosse bom; e continuaria a ser errado mesmo que os nazistas tivessem ganho a Segunda Guerra Mundial e exterminado ou tivessem feito lavagem cerebral em todos que discordassem deles.

Na concepção teísta, valores morais objetivos são enraizados em Deus. A natureza perfeitamente santa e boa de Deus provê o padrão absoluto em que todas as ações e decisões são avaliadas. A natureza moral de Deus é o que Platão chamou de “Bom”. Ele é a fonte e origem de todo valor moral. Ele é por natureza amoroso, generoso, justo, fiel, benévolo e assim por diante. Além disso, a natureza moral de Deus é expressa em relação a nós na forma de ordens divinas que constituem nossas responsabilidades e obrigações morais. Longe de serem arbitrárias, essas ordens fluem necessariamente de Sua natureza moral. Na tradição judaica-cristã, toda responsabilidade moral do homem pode ser resumida nos dois grandes mandamentos: em primeiro lugar, você deve amar o Senhor, seu Deus, com toda sua força, toda sua alma e todo seu entendimento e em segundo lugar, você deve amar seu próximo como a você mesmo.

Com esse fundamento, podemos afirmar a bondade objetiva e justa do amor, generosidade, sacrifício próprio e igualdade, e condenar como objetivamente mau e errado o egoísmo, ódio, abuso, discriminação e opressão. Finalmente, na hipótese teísta, Deus declara que todas as pessoas são responsáveis moralmente pelas suas ações. O mau e a injustiça serão punidos; a retidão será justificada. No final o bem triunfará sobre o mal, e finalmente poderemos ver que vivemos num universo moral depois de tudo. Apesar das injustiças nesta vida, no final a balança da justiça de Deus será equilibrada. Deste modo, as escolhas morais que fazemos nesta vida são infundidas com significância eterna.

Podemos fazer, com consistência, escolhas morais que vão contra os nossos próprios interesses e, até mesmo, tomar para nós atos de extremo sacrifício próprio, sabendo que essas decisões não serão vazias e nem gestos sem sentido no final das contas. Ao invés disso, nossas vidas morais possuem uma significância suprema. Portanto creio que é evidente que o teísmo provê uma base sólida para a moralidade. Compare isto com a hipótese ateísta. Em primeiro lugar, se o ateísmo é verdadeiro, valores morais objetivos não existem. Se Deus não existe, então qual é a base para os valores morais? Em particular, qual é a base para o valor do ser humano? Se Deus não existe, então é difícil encontrar alguma razão para pensar que os seres humanos são especiais ou que sua moralidade é objetivamente verdadeira.

Além disso, porque pensar que temos qualquer obrigação moral com qualquer coisa? Quem ou o quê impõe responsabilidades morais sobre nós? Michael Ruse, um filósofo da ciência na Universidade de Guelph escreve: A posição do evolucionista moderno… é que os seres humanos possuem uma consciência de moralidade… porque essa consciência possui valor biológico. Moralidade é uma adaptação biológica não menos que as são as mãos, pés e dentes… A ética é ilusória, se considerada como um conjunto de afirmações sobre algo objetivo racionalmente justificável. Eu aprecio que quando alguém diz ‘Ame o próximo como a si mesmo’ pensa estar fazendo referência a algo acima e além dele mesmo… Entretanto,… tal referência é realmente sem fundamento. A moral é apenas uma ajuda para a sobrevivência e reprodução,… e qualquer significado mais profundo é ilusório…

Como resultado de pressões socio-biológicas, surgiu entre o homo sapiens uma espécie de “moral herdada” que funciona bem na perpetuação de nossa espécie na luta pela sobrevivência. Mas não parece haver nada sobre o homo sapiens que faça essa moralidade objetivamente verdadeira. Além disso, na visão ateísta não há legislador divino. Mas então qual é a origem da obrigação moral? Richard Taylor, um eminente filósofo da ética, escreve: A era moderna, mais ou menos repudiando a idéia de um legislador divino, tem, entretanto, tentado manter as idéias de certo e errado moral, não percebendo que, deixando Deus de lado, eles também aboliram as condições de significância para o certo e o errado moral.

O ARGUMENTO ONTOLÓGICO

 
Na publicação do Proslogium, Anselmo de Aosta (1033-1109) apresentou um dos mais importantes argumentos a favor da existência de Deus da história da filosofia: o argumento ontológico. Este argumento sustenta a existência de Deus recorrendo unicamente a premissas conhecíveis a priori. Embora o argumento ontológico não seja propriamente um único argumento, mas, como escreve Rowe, "uma família de argumentos" (Rowe, p. 42), pois encontramos diferentes versões em filósofos como Descartes (1646-1716) e Leibniz (1646-1716), a versão de Anselmo é a mais importante. A sua importância resulta de levantar um número elevado de questões filosóficas fundamentais e de ter estimulado uma série de reflexões ao longo da história da filosofia.

O argumento ontológico e o conceito anselmiano de Deus

Anselmo estava convencido de que, se aceitássemos apenas três premissas, estaríamos obrigados a aceitar a existência de Deus mediante uma reductio ad absurdum. Vejamos, então, quais são estas premissas:

1. Deus existe no pensamento.
2. Deus é um ser possível.
3. Se algo existe no pensamento e podia existir na realidade, então podia ser maior do que é.

De início, precisamos examinar cada premissa em particular; posteriormente, apresentaremos o argumento como um todo. O filósofo define Deus como o ser maior do que o qual nenhum outro é pensado (ens quo maius cogitari nequit). No entanto, seguindo Rowe, é mais fácil compreender esta definição de Anselmo se fizermos uma ligeira alteração. Ao invés de utilizarmos a palavra "pensado", entenderemos a expressão como "o ser maior do que o qual nenhum outro é possível". Como afirma Rowe, "esta idéia diz que se um determinado ser é Deus, então nenhum ser possível pode ser maior que aquele" (Rowe, p. 44). Para tornar esta concepção mais clara, vejamos algumas propriedades comumente atribuídas ao Deus teísta.

Ao afirmarmos ser Deus o maior de todos os seres possíveis, atribuímos-lhe as seguintes propriedades essenciais: onipotência, onisciência, suma bondade, eternidade, distância e independência do mundo e, finalmente, auto-existência. Destas propriedades essenciais acima elencadas destacaremos apenas alguns aspectos. Onipotência é um conceito fundamental na concepção teísta. Dizer que Deus é onipotente significa afirmar que Deus pode fazer tudo aquilo no qual não envolva contradição nos termos (por exemplo, Deus não pode fazer um quadrado redondo), ademais, não pode fazer aquilo que seja contrário às suas propriedades essenciais (por exemplo, se Deus é sumamente bom, então não pode praticar o mal). O conceito de onisciência cumpre também um papel fundamental nesta concepção.

Afirmar que Deus é onisciente significa dizer que Deus é infinitamente sábio (por exemplo, não possui limitações cognitivas como os seres humanos). Ser sumamente bom é praticar tão somente atos morais e a impossibilidade de praticar qualquer ato imoral. Ser eterno, distante e independente do mundo implica transcender as leis da física (por exemplo, Deus não está sujeito às leis do espaço e tampouco às leis do tempo; logo, pode ocupar dois lugares no espaço ao mesmo tempo e, além disso, estar presente em qualquer tempo — passado, presente e futuro).