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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MORADA DE SATANÁS

"Muitos asseveram que o palácio do Diabo é no Inferno, mas em Efésios 6.12 in­dica ser nos ares. Explique, por favor!"

Em primeiro lugar deve ficar patente que o texto não fala de palácio nem de inferno, mas encerra um posicionamento psi­cológico. Metaforicamente, a armadura reveste o corpo, quando realmente deveria revestir o espírito, uma vez que "não temos de lutar contra a carne e o sangue", isto é, não vamos despender esforço físico, senão metafísico contra os principados, dando idéia de um batalhão, um agrupamento de autoridades; contra as potestades, ensejando personalidades dotadas de grande poder, e contra os príncipes, arrefecendo um pouco essa autoridade coercitiva, tor­nando essas personagens menos agressi­vas, porém, mais sugestivas, amorais e persuasivas e, por fim, contra as hostes es­pirituais da maldade, falanges destinadas a incutir a maldade no espírito do indiví­duo. Essas agressões podem estar nos luga­res celestiais, isto é, no nosso ambiente ce­leste. Na nossa disposição para as coisas de Deus. Essas agressões não são de corpo contra corpo, mas de espírito contra espíri­to tentando-nos a desistir do ideal a que nos propusemos. Essa luta demanda toda oração e súplica em todo o tempo, pois a batalha é contínua e incessante e estamos sempre sujeitos aos dardos inflamados. Traduz-se, normalmente, a palavra infer­no como "Sheol" (seol), Hades e Geena.

QUEM CRIOU SATANÁS?

"Satanás existe antes da criação do mundo? Quem o criou? Como ele veio a pecar?"

Reconhecemos, com humildade, que alguns assuntos envolvem em verdade pro­fundos segredos e ninguém tem o direito de conhecer qualquer coisa que porventura seja impenetrável: Dt 29.29. No nosso de­sejo de atender os leitores, somente deseja­mos esclarecer pelo Senhor e por sua Pala­vra. Efetivamente, Deus não criou Sata­nás. Deus criou os exércitos celestiais, os anjos e entre eles estava um chamado até de "Estrela da Alva". Os profetas Isaías e Ezequiel apresentam um quadro que ge­ralmente é aceito como sendo de dupla in­terpretação: refere-se parcialmente ao rei de Tiro no sentido histórico e, parcialmen­te a Satanás, num sentido profético mais extensivo. Esse anjo de luz, grandemente honrado nos céus, um dia intentou rebelar-se contra Deus, pelo que foi julgado, puni­do e expulso. A muitos perturba o fato de tal rebelião ter ocorrido no Céu, lugar de perfeição. No entanto, devemos reconhecer que não partiu de Deus. A rebelião origi­nou-se no coração de Lúcifer. A perfeição absoluta somente pertence â Deus e qual­quer criatura que dele se afaste pode vir a ser um terrível pecador. Por haver pecado sem tentação exterior, Satanás não tem di­reito ao perdão.