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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O Cristão deve guardar sábado?

Marcio Gil de Almeida
Teólogo

Não. O cristão não tem a obrigação de guardar o sábado, pois a guarda do sábado é um dos sinais da aliança de Deus  com Israel, hoje chamados de Judeus.  Mas aí, surge outra pergunta: É pecado para o Cristão a guarda do sábado  ou, mesmo ainda, atinge a graça salvífica de Deus sobre os cristãos?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Reflexão: bereshit Gênesis 1:1 No princípio


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

COMPREENDA O QUE É, QUAL A SUA MISSÃO E QUAIS AS VANTAGENS DA IGREJA

Marcio Gil de Almeida
Teólogo e Pedagogo


Muitas pessoas falam contra a Igreja e não sabem nem o que ela é, qual a sua missão e qual a sua importância que se mostra nas suas vantagens. Antes de enumerar as vantagens da Igreja Cristã para a vida das pessoas e pra a sociedade em geral. Vamos explicar melhor o que venha a ser igreja como organização jurídica, segmento social e como Corpo de Cristo.

I- ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA
 
Pessoa Jurídica

A Lei 10.825, publicada no DOU de 23.12.03, coloca as igrejas na categoria de Pessoa Jurídica de Direito Privado, que é a de “Organização Religiosa”. Sendo pessoa jurídica e sem fins de lucro possui Estatuto e CNPJ. A igreja também pode ter regimento interno, se bem que não é obrigatório... Ela não paga impostos, mas é obrigada a declarar.

Os pastores e padres não são empregados da igreja. Eles são voluntários que exercem uma função sacerdotal. Não podem receber salários, recebem prebendas. Não possuem os direitos trabalhistas do trabalhador comum. O pastor pode recolher ao INSS, que, aliás, a igreja pode assumir tais despesas. Digo que ela pode, porque não é obrigada... Outros direitos que lhes couber não serão por obrigação de lei e sim por decisão da organização religiosa. Devido a tudo isto qualquer processo movido por um pastor ou padre sobre uma igreja para obter direitos trabalhistas é perda de tempo. A não ser que esta igreja tenha tipos de atividades que não é comum à forma de se trabalhar no caráter religioso que leve à justiça a reconhecer vinculo empregatício, como já aconteceu... Este pastor provou que tinha que cumprir metas da liderança como se fosse uma empresa... Todavia, em geral, não ocorre isto.

Para uma pessoa pertencer a esta organização religiosa, basta ser aceita pelo grupo e registrado em ata. Usando a Igreja Batista como exemplo, a pessoa pode vir a pertencer por meio de batismo, aclamação ou carta de transferência de outra igreja da mesma ordem e fé.

II- GRUPO SOCIAL

sábado, 19 de julho de 2014

TEMA: TEOLOGIAS QUE MATAM


MINISTRO: PR. MARCIO GIL DE ALMEIDA


A teologia está presente em todos os setores da igreja e da vida do cristão.
Não tem como viver sem teologia

Não podemos fugir da realidade que todos os pregadores trazem um teologia, não importa se empírica ou tecnizada.

A teologia pode ser benéfica ou maléfica. Isto irá depender do conteúdo e não do seu idealizador.

No decorrer da história várias teologias que surgiram e vamos citar apenas algumas prejudicam, ou seja, matam igrejas.
TEOLOGIA LIBERAL
Rousseau (1712-1778) marcou a transição entre o racionalismo  para o  romantismo. Era iluminista  que valorizou a razão e o sentimento.

Os erros ocorrem pelos  desequilíbrios em relação ao mundo ou para própria igreja.  As teologias são influenciadas pelos seus contextos históricos. Na época dos iluministas, eles procuravam entender e organizar a sociedade pela razão. Teólogos da época formularam teologias baseada no mesmo na mesma ideologia. Eles tiraram o sobrenatural da teologia, e a basearam unicamente na razão. Procuram reduzir a teologia- conteúdo doutrinário da fé cristã.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Por que alguns acham a Bíblia difícil?

Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difí­cil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.
Na experiência humana existe geralmente um complexo de mo­tivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as di­ficuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma res­posta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de en­tender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de es­tar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Armínio versus Calvino, eterno duelo sem Graça !.

O Caminho Cristão traz aqui uma breve exposição entre dois pensamentos acerca da Teologia Sistemática clássica, especialmente no que tange a Soteriologia, ou seja, a Teologia da Salvação e também sobre o Fatalismo e a Prédestinação Absoluta e a Relativa, quais dessas teses estaria certa a ponto de conduzir o homem a Eternidade, ou a um duelo de pontos de vista sem Graça !?..boa leitura !..

O termo Calvinismo é dado ao sistema teológico da Reforma protestante, exposto e defendido por João Calvino (1509-1564). Seu sistema de interpretação bíblica pode ser resumido em cinco pontos, conhecidos como “os 5 pontos do Calvinismo” (TULIP em inglês):


1 – (Depravação total) – Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;


domingo, 2 de fevereiro de 2014

OS GRANDES OBJETIVO DA TEOLOGIA

A teologia tem como objetivos principais:

1-Demonstrar que Deus revelou-se à humanidade por sua soberana vontade

2-Demonstrar que a Bíblia é toda ela divinamente inspirada por Deus

3-Demonstrar que Deus tem personalidade e que ela é manifestada nos seus nomes e atributos

4-Demonstrar que mesmo sendo uno,Deus se relaciona com o homem de forma triúna.Pai, Filho e Espirito Santo



5-Demonstrar a realiidade da criação original

6-Demonstrar a realidade histórica e verdadeira da formação do homem

7-Demonstrar a realidade do pecado

domingo, 26 de janeiro de 2014

Compreensão Ou Incompreensão Teológica das Tradições Religiosas

 TRABALHO DE METODOLOGIA DA PESQUISA


POR


Marcio Gil De Almeida

Monografia apresentada em  cumprimento às exigências da matéria metodologia  da pesquisa, do curso de mestrado em teologia. Área: Ciências Sociais da Religião, Ministrada pela FASTE -
FACULDADE SUL-AMERICANA DE TEOLOGIA.



ANO 2001




INTRODUÇÃO:




     O universo teológico é incrível nas suas reflexões. As reflexões  nos enriquecem , pois promovem em nós crescimento  intelectual e espiritual. Acreditamos que compreender é um desafio perigoso. Quando compreendemos corretamente somos iluminados, quando não compreendemos  corretamente, somos escurecidos pela incompreensão. Contudo, não podemos lançar fora este desafio por causa do perigo, devemos arriscar, pois arriscar é pertinente a fé.
     O texto que recebemos  para esta monográfica é encantador, todavia  não significa  que fomos  encantados, seduzidos e levados. Ele nos mostra  uma compreensão   adversa do meio evangélico. A visão das religiões não-cristãs, consente um status de aprovação acerca da salvação  e da inspiração dos escritos  sagrados, totalmente fora da realidade bíblica-evangélica. O mistério pascal é apresentado como participativo  das tradições religiosas não-cristãs. As outras religiões também tem livros inspirados por Deus. Será isto uma compreensão ou incompreensão  teológica  das tradições religiosas? É o que vamos ver nesta reflexão de fé.




ÍNDICE





INTRODUÇÃO................................................01


COMPREENSÃO OU INCOMPREENSÃO TEOLÓGICA DAS TRADIÇÕES
RELIGIOSAS ...............................................02


CONCLUSÃO.................................................05


BIBLIOGRAFIA..............................................06



Compreensão Ou Incompreensão Teológica das Tradições Religiosas

     Uma compreensão teológica é participativa do tradicional e do novo, do perfeito e do imperfeito, levando nos a uma conclusão  de que autenticidade  nem sempre quer dizer veracidade. O que passaremos  a refletir sobre o tema compreensão ou incompreensão teológica  das tradições religiosas  em antagonismo ao texto teológico: Compreensão teológica das tradições religiosas.
      A revelação e a realização  do plano universal de Deus  são amplas, todavia não podem ser contraditórias. O plano de revelação salvífico de Deus, se estabeleceu e se estabelece  num processo progressivo desde do Gênesis até o Apocalipse, início e fim da história humana. Deus já mostrou  que o único caminho, verdade e vida para a salvação  estão em Cristo,  não  estão em religiões pagãs que contradizem  a fé  cristã. Isto,  não quer dizer que não haja  alguma verdade nestas religiões, no entanto é  incoerente o acreditar  que estão engajados no plano salvífico de Deus, trazendo salvação para os homens no Cristo Cósmico, que é real, pessoal e soberano.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Da Importância do Debate Teológico

Lucas Martins¹
Quem diz que debater Teologia não é importante, geralmente diz isso porque não consegue enxergar nela nenhuma aplicação prática. Consideram a Teologia algo para saciar a sede de nossa curiosidade intelectual, algo que supostamente 'esfria o fogo' da verdadeira fé e distrai o foco de coisas mais importantes. O que eles esquecem é que, intrinsecamente, o estudo da Teologia cristã existe em função da ética e vida cristãs. Em outras palavras, a Teologia é uma ciência prática e precisa ser entendida dessa forma.

Nessa perspectiva, o debate histórico de calvinistas e arminianos ou a discussão em torno do neopentecostalismo (tomemos os exemplos mais populares) torna-se útil. Veja, leitor, não estou dizendo que esses debates são imprescindíveis à salvação (até porque não somos salvos por ter uma confissão de fé ortodoxa, mas pela graça, mediante a fé) ou que conhecer e se posicionar quanto a isso é essencial à vida cristã. Estou dizendo que esse tipo de debate é útil, por pelo menos duas razões, descritas a seguir.


Em primeiro lugar, esse debate é útil porque, como já foi dito e deverá ser melhor desenvolvido, a teologia é uma ciência prática. E é prática porque - de forma natural - gera em nós um tipo de espiritualidade, que gera um tipo de vivência. A posição calvinista gera um tipo de espiritualidade, que gera um tipo de vivência; da mesma forma que a posição arminiana gera um tipo de espiritualidade, gerando um tipo de vivência. Alguns amigos meus arminianos costumam dizer que "os calvinistas missionários ou evangelistas não parecem levar seu calvinismo tão a sério assim". Afinal de contas, se você entende que os eleitos vão ser irresistivelmente salvos, você pregando ou não; e que os não-eleitos vão ser incondicionalmente condenados, você pregando ou não: qual seria a real importância de você sair de sua zona de conforto, indo até um lugar terrivelmente distante a fim de pregar o Evangelho? Quem percebe isso é o pastor anglicano e teólogo arminiano John Wesley, em seu sermão intitulado "Graça Livre". O alvo de Wesley, nesse sermão, é criticar a teoria calvinista, com base na conclusão lógica de sua prática.

AINDA MATAMOS OS PROFETAS?

Jesus certo dia pressionado pelos escribas e fariseus disse-lhes que eles eram culpados pela morte dos profetas que tanto veneravam. Eram filhos daqueles que mataram os profetas (Mt 23:29-31).
Na história do povo israelita os profetas não eram bem vindos embora as gerações futuras redessem homenagem a esses corajosos que se levantaram para defender a justiça. Jesus disse que alguns foram mortos no altar, inclusive. Altar era o lugar de proteção da vida. Quando alguém se sentisse ameaçado fugia para o templo e se colocava ao lado do altar, agarrado a ele, e era protegido pelos sacerdotes. A lei levítica previa isso.
Alguns profetas foram mortos no altar. Por quê? Quem eram os profetas?
Profetas eram vozes discordantes, vozes que soavam alertando do engano em que as pessoas se encontravam, vozes que denunciavam a hipocrisia da liderança, eram pessoas que condenavam a duplicidade no viver, que denunciavam as injustiças sociais e a exploração da ignorância do povo. Os profetas que falavam em nome de Deus condenavam os líderes da nação porque mantinham o povo sob pressão psicológica, opressão econômica e opressão política.
Profetas eram vozes que condenavam o isolamento em relação aos problemas sociais, que se posicionavam contra aqueles que viviam como se os problemas sociais não lhes diziam respeito.
Denunciavam aqueles que viam o “mundo lá fora” como sinônimo de corrupção e os de dentro como seres purificados, imunes a esses malefícios. Eram contra os que separam as pessoas em duas categorias estáticas: os mundanos e os da igreja.

sábado, 11 de janeiro de 2014

O Sal do Pastores em sua Consciência Pastoral – Parte III

Teólogo e Pedagogo



“Vós sois o Sal da terra; e se o Sal for insípido, com que se há de Salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.Mateus 5:13. Baseado neste texto já mostramos que os pastores devem ter uma liderança com princípios e que é necessário ter uma acurada visão ministerial. Hoje falaremos sobre o Sal da boa consciência pastoral.


Quando os homens são chamados por Deus para um ministério, eles ficam entusiasmados, eles criam coragem, a fé se revela e não param de sonhar. Nestes com a pureza do coração, sensibilidade a voz de Deus e com amor ao seu  Deus, a consciência pastoral brilhava de fome de justiça e a honra aos seus valores, a família, a si, a Deus e ao rebanho do Senhor Jesus era tudo que sonhavam. O tempo passa e os problemas, os sofrimentos, perseguições, traições, incompreensões, as dores, as carências etc, desgastam os homens de Deus. O coração deles mudam. Eles mudam e mudam muito. Muitos acreditam que amadureceram e na verdade muitos amadureceram e outros tantos apodreceram.  

No Ministério Pastoral há muita dor. Não podemos negar que haja a parte alegre, o problema é que o Ministério por muitas vezes parece cozinhar o pastor em banho-maria. Isto mata a alma e a boa consciência. Diante disto, temos que informar que consciência danificada significa morte da vida ministerial. É claro que ele pode está com um grande ministério, mas eles sabem que não é mais o mesmo e que por dentro está morto.

A  palavra “consciência”, segundo o  Dicionário Internacional  de Teologia do Novo Testamento, syneidêsis, transliteração do grego,  passou por desenvolvimento no seu significado. Duas coisas menciono, a primeira, que o seu significado “originalmente se focaliza sobre o conhecimento na capacidade de relacionar algo consigo mesmo, especialmente quando a pessoa evoca o seu próprio passado” e em segundo lugar, no Novo Testamento esta palavra consciência é vista em Romanos 2:15,  com atributo de “discernimento e julgamento”. Neste “atribui-se à consciência o papel de despertar o conhecimento da lei que está escrito no coração”.  A consciência é um “tribunal de apelação”. Esta definição desperta a necessidade de refletirmos sobre várias áreas em que a consciência pastoral não pode morrer.  

O Sal dos Pastores em sua Consciência Pastoral

1- Consciência de si

Vivemos e esquecemos quem somos. Simplesmente perdemos a boa consciência de si. Isto acontece sem percebermos. São muitas as atividades e pouca reflexão de si. É por isso que nos distanciamos da pessoa que éramos no inicio do ministério. Será que isto realmente acontece? 

a-      Consciência dos seus valores Temos que levar os nossos valores ao tribunal da consciência. Não podemos ser hipócritas. Não podemos prestar atenção no cisco no olho do irmão sem ter misericórdia, pois quem saiba tenhamos ciscos ou até mesmos traves nos nossos olhos. Os valores não estão a venda por favores ou benefícios. Mas, vale o prejuízo do que abrir mão dos valores. Infelizmente, muitos vendem a sua consciência por posicionamentos políticos ou por bajulação de pessoas em posição de honra.  Os pastores que são bajuladores são uma tristeza para seu povo. Quando um pastor fica bajulando um político ou uma pessoa rica, as outras pessoas se sentem menosprezadas. O pastor deve valorizar e tratar a todos iguais, isto é um valor inegociável. A sua ética tem que ser refletida. É claro que a certas coisas que depende do contexto, do ponto de vista etc. Todo posição tem o seu custo e se ele resolve inovar, maior será o preço. As questões sugeridas para refletirmos antes de uma tomada de posição são as seguintes: Se Cristo estivesse em meu lugar faria ou diria isto? Estou glorificando a Deus? Estou defendendo um bem maior? Estou sendo justo e misericordioso?  Estou sendo honesto? Estou valorizando mais as pessoas do que o dinheiro, bens materiais e o status? Etc.

b-      Consciência da sua sensibilidade e de fome da justiça

Para ser sensível tem haver empatia e misericórdia. Há muitos anos fui informado que no interior de Minas Gerais, na Escola Bíblica Dominical, um pastor preocupado com o bem estar das suas ovelhas fez uma pergunta a uma irmã, pois havia chovido muito na noite anterior. Ele perguntou: Como foi a noite da irmã em Cristo? A irmã em Cristo respondeu que o barraco que morava estava cheio de goteiras e que não conseguira dormir naquela noite. A igreja estava construindo o seu templo, mas o pastor indignado pelo sofrimento dos irmãos que não tinham moradia digna, reuniu toda a igreja e levou a proposta de parar a construção do templo e a construir casas para os irmãos da igreja que estavam precisando. A proposta foi aprovada e a e assim foram construídas várias casas as quais foram presenteadas ao irmãos necessitados. Isto se chama sensibilidade e ter fome de justiça. Sensibilidade aos necessitados e aqueles que precisam algum tipo de apoio. Tudo dentro do possível. Muitos são as áreas que precisamos ser sensíveis, outro exemplo: perdoar. Ter fome de justiça é não aceitar o injusto e fazer alguma coisa dentro do possível, pois o impossível pertence a Deus.

c-      Consciência dos seus sonhos

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O Sal dos Pastores – Parte II - Visão Ministerial

Teólogo e Pedagogo

Nesta segunda parte estarei dando continuação e se você não leu a parte anterior, toque neste link O Sal dos Pastores - Parte I - Liderança. Na primeira parte tratamos sobre o exercício de uma liderança com princípios. Iniciei falando sobre liderança e é claro que há muitos temas interligados. Todavia, de forma didática estou separando os assuntos para facilitar o entendimento. Os pastores são importantes e eles precisam que o seu Sal faça algum efeito nas vidas das suas ovelhas e na sociedade. Caso contrário, só servirão para serem pisados pelos homens.  

  O Sal dos Pastores na Visão Ministerial

Todo ministro possui uma Visão Ministerial e isto não quer dizer que ele a tenha de forma organizada. Também, não quer dizer que ele saiba dizer exatamente qual seja esta visão e nem tão pouco se o povo sabe ou entende a sua visão. Simplesmente, as coisas são feitas... A Visão Ministerial gera sentido e significado na liderança, ou seja, o Sal ativo que o pastor precisa.

Ao definir  Visão e, em particular, Visão Ministerial, uso a definição de John Haggai, que diz que "visão é a imagem clara do que desejamos" e contextualizo esta da seguinte maneira: Visão Ministerial é a imagem clara que o ministro deseja para sua igreja, sua família e para sua vida. Muitos querem dividir a vida do pastor e o mesmo se torna um escravo do  ministério.  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Qual o dia verdadeiro de descanso, o sábado ou o domingo?

Qual é realmente o dia do descanso? Sábado ou Domingo?
“Qual o dia verdadeiro de descanso, o sábado ou o domingo?”
dia descanso sabado domingo Qual o dia verdadeiro de descanso, o sábado ou o domingo?O observador mais acurado vai perceber que o sábado não é um mandamento originado na lei mosaica (Gn 2.3), ainda que mais tarde a ela fosse incorporado. Verá, inclusive, que o sábado não é nome do sétimo dia da semana, mas a designação da sua funcionalidade.
O termo em hebraico “shabbath” da raiz “shãbhath” supõe cessar, deixar de fazer, parar de fazer e até desistir. Em nenhum dicionário a palavra significa descansar. A idéia de que Deus descansou no dia sétimo só pode ser interpretada antropomorficamente, uma vez que Deus não pode cansar-se, sendo Ele o sustentador de toda a criação. Além do mais, devemos notar ainda o tempo em que o Gênesis foi escrito e a utilização de vocábulos babilônicos na sua composição sendo “shabbatum” o que mais corresponde à intenção judaica de significar que Deus completou a sua obra no sétimo dia. E se completou, trabalhou, o que tiraria a validade do sábado judaico como lei. Esta parece ser a idéia de que Jesus quis mostrar aos escribas e fariseus quando disse: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”, Jo 5.17. A lei judaica posterior definiu 39 tipos separados de ações que constituem infração ao sábado. No entanto, as mesmas escrituras prescreviam oferendas de sacrifício no Templo, no sábado, ainda que isso fizesse o ofertante incorrer em esforços físicos: Nm 28.9,10. Os princípios rabínicos prescreviam que se uma vida humana estivesse em perigo no sábado, tudo o que fosse possível devia ser feito para salvá-la. Jesus foi mais adiante quando argüiu: “E qual de vós que se a sua ovelha num sábado cair num buraco não a pegará e tirará dali?” Mt 12.11.

sexta-feira, 22 de março de 2013

NEOPENTECOSTALISMO BRASILEIRO E A SUA ALMA CATÓLICA



Diversas práticas e comportamentos de algumas das denominadas igrejas neopentecostais carregam em si inúmeros pressupostos católicos. Se não vejamos:

1) O púlpito como altar. 

É comum os pastores tratarem o pulpito como lugar sagrado desafiando os crentes a depositarem suas expectativas de oração num lugar especial. Para tanto, transformaram a plataforma de pregação em  "altares" onde os fiéis de forma abnegada se prostam no desejo de vivenciarem milagres . Para os evangélicos em questão  o "altar" é um lugar mais santo do que o restante do "templo", onde  o "sacerdote" mediante prerrogativa divina impetra as bênçãos do Senhor.

sábado, 16 de março de 2013

A Teologia da Libertação Palestina


Christopher J. Katulka
Naim Ateek acredita que não se pode tomar a Bíblia literalmente. Ele tem um problema especial com a Torá (o Pentateuco), que considera um “texto sionista”, e com os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, e 1 e 2 Reis -- os quais confirmam que Deus deu a terra de Israel ao povo judeu. Ele fala de paz e de não-violência, mas não pede desculpas pelo terrorismo palestino.
De fato, muito da sua retórica com relação a Israel é indistinguível daquela de um palestino muçulmano. Mas Naim Ateek não é muçulmano. Na verdade, ele é um cristão palestino altamente respeitado, educado nos EUA, e ordenado sacerdote episcopal. Com a idade de 75 anos, ele é presidente e diretor do Centro Ecumênico de Teologia da Libertação em Jerusalém, também denominado Sabeel Center (em árabe, “o caminho”), o qual ele ajudou a fundar nos anos 1990.
Naim Ateek, líder cristão palestino que defende uma Teologia da Libertação Palestina

domingo, 27 de janeiro de 2013

Teologias que Matam - Pr. Marcio Gil de Almeida

A teologia é inseparável de todos os conceitos e práticas ministeriais e eclesiásticas cristãs. Existem teologias que são instrumentos de mortes e outras de vida. E aqui palestrar um pouca sobre Teologias que matam...



Leia o texto da palestra:

Teologias que Matam


STEL

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por uma teologia pós-metafísica


– diálogo com um epílogo circunstancial
Osvaldo Luiz Ribeiro[i]
19 e 20/08/2007


Paul TILLICH, La significación de la historia de las religiones para el teólogo sistemático, em Paul TILLICH, El Futuro de las ReligionesCon una introducción de Mircea Eliade. Trad. de Ricardo Marcelo Iauck. Buenos Aires: LaAurora, 1976 (1966, Hannah Tillich), p. 93-118.
 
(publicado em Correlatio, 12)


Resumo: o ensaio serve-se da última conferência pública de Paul Tillich, A Significação da História das Religiões para o Teólogo Sistemático, ainda proferida sob o diapasão epistemológico da metafísica e ontologia cristãs pré-modernas para, criticando seus pressupostos, postular, incipientemente, uma teologia pós-metafísica comprometida e articulada com a plataforma epistemológica peculiar ao jogo das Ciências Humanas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

EXISTÊNCIA DE DEUS(P4)


PROVA 10 - OS PRINCÍPIOS ANTRÓPICOS
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"HOUSTON, TEMOS UM PROBLEMA!"
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São 13 de abril de 1970, dois dias depois que o comandante da missão Jim Lovell e dois outros astronautas saíram da atmosfera terrestre na Apollo 13. Eles estão agora voando no espaço a mais de 3 mil quilômetros por hora, ansiosamente esperando por uma caminhada que apenas alguns homens fizeram: andar na superfície da Lua. Tudo está saindo conforme a planejada em sua espaçonave tão magnificamente projetada. Nas palavras do própria Lavell, ele e sua equipe estão "felizes da vida'. Mas tudo isso está prestes a mudar.
Depois de 55 haras e 54 minutos do início da missão, logo. depois de completar uma transmissão de televisão para a Terra, Lavell está arrumando alguns fios quando ouve um barulho muito forte. Num primeiro momento, acha que é apenas a piloto Jack Swigert fazenda uma brincadeira ao acionar secretamente uma válvula barulhenta. Mas, quando ele vê a expressão de preocupação no rosto de Swigert — aquela expressão que diz "Não fui eu!" -, Lavell rapidamente percebe que não é uma piada.

EXISTÊNCIA DE DEUS(P3)

PROVA 7 – A DA LEI MORAL

1. Existe um padrão absoluto de certo e errado que está escrito no coração de todo ser humano. As pessoas podem negá-lo, podem suprimi-lo, suas ações podem contradizê-lo, mas suas reações revelam que elas o conhecem.

2. O relativismo é falso. Os seres humanos não determinam o que é certo e o que é errado; nós descobrimos o que é certo ou errado. Se os seres humanos determinassem o que é certo ou errado, então qualquer um poderia estar "certo" em afirmar que o estupro, o homicídio, o Holocausto ou qualquer outro mal não é realmente errado. Mas nós sabemos intuitivamente que esses atos são errados por meio de nossa consciência, que é manifestação da lei moral.

3. Essa lei moral deve ter uma fonte mais elevada que nós mesmos, porque ela é uma prescrição que está no coração de todas as pessoas. Uma vez que as prescrições sempre possuem um autor — elas não surgem do nada - o Autor da lei moral (Deus) deve existir.
4. Essa lei moral é o padrão divino de retidão e nos ajuda a decidir entre as diferentes opiniões morais que as pessoas possam ter. Sem o padrão de Deus, somos deixados exatamente com isto: opiniões humanas. A lei moral é o padrão final por meio do qual tudo é medido (na teologia cristã, a lei moral é a própria natureza de Deus. Em outras palavras, a moralidade não é arbitrária — ela não diz "Faça isso e não faça aquilo porque eu sou Deus e estou dizendo isso". Não, Deus não faz regras com base em um capricho. O padrão de retidão é a própria natureza do próprio Deus — infinita justiça e infinito amor).

5. Embora se acredite amplamente que toda a moralidade é relativa, valores morais fundamentais são absolutos e transcendem culturas. A confusão sobre isso freqüentemente se baseia numa má interpretação ou má aplicação dos absolutos morais, não em uma verdadeira rejeição deles. Ou seja, os valores morais são absolutos, mesmo que a compreensão que temos deles ou de outras circunstâncias nas quais eles deveriam ser aplicados não seja absoluta.

6. Os ateus não têm uma base verdadeira para o certo ou o errado objetivos.
Isso não quer dizer que os ateus não sejam seres morais ou que não compreendam o que é certo ou errado. Ao contrário, os ateus são capazes de realmente compreenderem o que é certo e errado porque a lei moral está escrita no coração deles, assim como em qualquer outro coração. Contudo, embora eles possam acreditar em um certo ou errado objetivos, não não têm maneira de justificar tal crença (a não ser que admitam o Criador da lei moral, deixando assim de ser ateus).

No final de tudo, o ateísmo não pode justificar por que algo é moralmente certo ou errado. Ele não pode garantir os direitos humanos ou a justiça final do Universo. Para ser ateu — um ateu coerente -, você tem de acreditar que não existe realmente nada de errado com homicídio, estupro, genocídio, tortura ou qualquer outro ato hediondo. Pela fé, você precisa acreditar que não existe diferença moral entre um assassino e um missionário, entre um professor e um terrorista, entre Madre Teresa e Hitler. Ou então, pela fé, você precisa acreditar que os princípios morais reais surgem do nada. Uma vez que tais crenças são claramente irracionais, não temos fé suficiente para sermos ateus.

PROVA 8 – O PRIMEIRO SER-VIVO

Como a vida surgiu com base em elementos químicos inanimados, sem uma intervenção inteligente, uma vez que os elementos químicos inanimados são suscetíveis à segunda lei da termodinâmica? Os darwinistas não têm uma resposta, mas apenas fé. A geração espontânea da primeira vida — é crido por causa de falsas suposições filosóficas disfarçadas de ciência, e não porque haja legítimas observações científicas que apóiem a geração espontânea. Falsa ciência é ciência ruim, e são os darwinistas que a estão praticando. . Sua crença na geração espontânea resulta de sua fé cega no naturalismo. É preciso uma enorme quantidade de fé para acreditar que a primeira criatura unicelular tenha se formado pelas leis naturais, porque isso é como acreditar que mil enciclopédias surgiram com base em uma explosão numa gráfica! Os ateus não podem nem mesmo explicar a origem da gráfica, quanto mais das mil enciclopédias.Portanto, nós não temos fé suficiente para sermos ateus.

Será possível explicar a incrível complexidade específica da vida por meio do acaso? De jeito algum! Tanto ateus quanto teístas calcularam a probabilidade de a vida ter surgido por acaso com base em elementos químicos inanimados. Os números calculados são astronomicamente pequenos -— virtualmente zero. Michael Behe, por exemplo, disse que a probabilidade de se obter ao acaso uma molécula de proteína (que tem cerca de cem aminoácidos) seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um grão de areia específico na areia do deserto do Saara por três vezes consecutivas. E uma molécula de proteína não é vida. Para obter vida, você precisaria colocar cerca de 200 dessas moléculas juntas!

A forma de vida mais simples contém uma quantidade de informações equivalente a mil enciclopédias. Os cristãos acreditam que somente um ser inteligente pode criar uma forma de vida equivalente a mil enciclopédias. Os ateus acreditam que forças naturais não inteligentes podem fazê-lo. Os cristãos têm evidências que apóiam suas conclusões. Uma vez que os ateus não têm nenhuma evidência, sua crença exige muito mais fé.
O Dr. Carl Sagan, que era evolucionista, ateu e um dos principais críticos da Bíblia no século XX. Carl Sagan, da Cornell University, em "Communication With Extra-Terrestrial Intelligence" (Comunicação com inteligência Extra-Terrestre), chegou a conclusão de que a chance da vida ter surgido por acaso, em apenas 1 planeta qualquer é algo matematicamente da ordem de 1 chance contra 10 seguidos de 2 bilhões de zeros. Partindo da premissa que aqui trata-se da vida em uma forma mais simples que uma ameba. (Fonte: Close Encouters – A Better Explanation, 1977 – Clifford Wilson and John Weldon).

É importante, ainda, observar algumas informações fornecidas pelo Dr. Frank Salisbury, da Utah State University, publicadas na Revista Nature em outubro de 1969. Na qual se realiza um cálculo para descobrir a probabilidade para que uma única molécula de DNA se formasse, de um tipo específico, assumindo que a vida já existisse, e que as matérias primárias necessárias já estivessem formadas, e fosse preciso APENAS que ocorresse a combinação dessas matérias, POR ACASO.

Sabemos que existem 1020 (100.000.000.000.000.000.000) planetas onde essa reação é possível;

Estima-se que há 4x109 (= 4.000.000.000) anos disponíveis (TEMPO);

Usando os métodos da Teoria da Probabilidade e Estatística sabe-se que há 1 chance em 10415 de, em algum instante em todo este tempo, em algum destes planetas, 1 única molécula desejada se combinar por acaso!

Isto significa 1 chance contra:
10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.0
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Matematicamente falando, isso representa uma impossibilidade matemática, pois segundo a Lei de Borel se a chance de algo ocorrer é superior a 1050 simplesmente não ocorre!

Em outras palavras: não existe a menor possibilidade da vida ter surgido por acaso como desejam os evolucionistas.

No livro "The genetic Code", na página 92, Issac Asimov calculou que existem 8 x 1027 possíveis combinações diferentes de proteínas semelhantes à insulina. Se fosse produzida uma dessas proteínas a cada segundo, teríamos que aguardar mais de 10 bilhões de vezes a suposta idade do universo.

Issac Asimov calcula que o número de diferentes combinações de hemoglobina é de 135 x 10165.

Mais uma vez, só um número bem limitado de combinações pode ser utilizado.

Não seria possível ter uma amostra de cada uma dessas combinações, pois o número total de átomos do universo conhecido é de apenas 1078. Se fossem produzidas 10100 combinações por segundo, seria consumida a matéria equivalente a aproximadamente 10 sextilhões de universos a cada segundo por um período de dez trilhões de trilhões de anos para produzir todas as combinações de hemoglobina.

Mais uma vez, algo impossível de acontecer.

Sir Fred Hoyle disse que “é mais fácil um tornado varrer um depósito de sucata e construir um Boeing 747 com o material nele contido do que formas superiores de vida emergirem através dos processos evolutivos!”

A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. "Acaso", "tempo", e "natureza" são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas. Esses deuses não podem, porém, explicar a origem da vida. Eles são impotentes. Desse modo, a evolução fica sem uma causa eficaz e é, portanto, apenas uma explicação mágica para a existência da vida...

O Dr. Dominique Tassot, graduado na Escola de Minas em Paris onde estudou Matemática, Física e Química, é o responsável pelo CEP - Centre d’Etude et de Prospectives sur la Science (Centro de Estudos e Prospectivas da Ciência) na França. Esse Centro de Estudos foi fundado em 1997 e é composto por 700 pesquisadores de várias partes do Globo.

É importante destacar que o referido Centro de Estudos tem publicado material cientifico em diversas partes do mundo e em variadas Academias de Ciência refutando os postulados da Evolução. Na verdade, o próprio Dr. Dominique Tassot, em uma entrevista, declarou que não acredita no evolucionismo porque este não é em nada científico.

"A evolução acabou de receber o seu golpe mortal. Após ler o livro Origins of Life [Origem da Vida] com a minha formação em química e física, é claro que a evolução [biológica] não poderia ter ocorrido" (Richard Smalley, Ph.D., prêmio Nobel em Química de 1996)

Diante dos pequenos exemplos citados anteriormente, fica a pergunta: Em que está alicerçado o evolucionismo? Resposta: Na fé!

Isso mesmo. Na fé cega que deseja a inexistência do Deus Criador de todas as coisas.

PROVA 9 – O CÉREBRO HUMANO, O OLHO HUMANO E A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL

O cérebro humano processa simultaneamente uma quantidade incrível de informações. O cérebro reconhece todas as cores e objetos que você vê; assimila a temperatura à sua volta; a pressão de seus pés contra o chão; os sons ao seu redor; o quão seca sua boca está e até a textura deste artigo em suas mãos. O seu cérebro registra respostas emocionais, pensamentos e lembranças. Ao mesmo tempo, seu cérebro não perde a percepção e o comando dos movimentos ocorrentes em seu corpo, como o padrão de respiração, o movimento da pálpebra, a fome e o movimento dos músculos das suas mãos.

O cérebro humano processa mais de um milhão de mensagens por segundo.8 Ele avalia a importância de todos esses dados, filtrando o que é relativamente sem importância; um processo de seleção que lhe permite interagir com o ambiente em que você se encontra e se desenvolver de modo eficaz nele... O cérebro é algo que lida com mais de um milhão de informações por segundo, enquanto avalia as mais importantes, permitindo que o homem aja somente com as mais relevantes... Podemos mesmo dizer que esse tão órgão fascinante foi criado pelo mero acaso?

Quando a NASA lança um foguete espacial, sabemos que não foi um macaco que planejou o lançamento, e sim mentes inteligentes e instruídas. Como explicar a existência do cérebro humano? Apenas uma mente mais inteligente e instruída do que a humanidade poderia tê-lo criado. E o olho humano? (até Darwin ficava intrigado com isso). Este contém muitos músculos que trabalham harmoniosamente; a retina humana faz inveja aos cientistas especializados em computadores. Seus 100 milhões de bastonetes e de cones, e sua camadas de neurônios, realizam pelo menos 10 bilhões de cálculos por segundo! Seria possível a visão humana ter surgido por acaso? Darwin admitiu que isso era um problema quando escreveu: “Parece impossível ou absurdo, reconheco-o, supor que a [evolução] pudesse formar a visão” [A Origem das Espécies, pág. 168].

E assim, poderiam ser numerados muitos outros exemplos. Como disse o Biólogo Edwin Conklin: “A probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”. Pode-se formar um dicionário através da explosão de uma tipografia? Claro que não! Imagine o universo com todas as suas criaturas, que é muito mais complexo!

Em 1859, Charles Darwin escreveu; "Se pudesse ser demonstrado que qualquer órgão complexo existente não tivesse sido formado por modificações numerosas, sucessivas e pequeninas, minha teoria estaria absolutamente acabada". Hoje sabemos que existem muitos órgãos, sistemas e processos na vida que se encaixam nessa descrição. Um deles é a célula. Nos dias de Darwin, a célula era uma "caixa-preta" uma misteriosa e pequena parte da vida que ninguém podia observar. Mas agora que temos a capacidade de olhar dentro da célula, vemos que a vida em nível molecular é imensuravelmente mais complexa do que Darwin jamais sonhou. De fato, ela é irredutivelmente complexa.

Um sistema irredutivelmente complexo é composto de diversas partes bem casadas e interativas que contribuem para uma função básica, no qual a remoção de qualquer uma de suas partes faz com que ele pare de funcionar. Essas são as palavras de Michael Behe, professor de bioquímica na Universidade Lehigh, que escreveu o revolucionário livro intitulado Darwin 's Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution. A pesquisa de Behe verifica que coisas vivas são literalmente repletas de máquinas moleculares que executam as diversas funções da vida. Essas máquinas moleculares são irredutivelmente complexas, o que significa que todas as partes de cada uma dessas máquinas devem ser completamente formadas, estar nos lugares corretos, nos tamanhos corretos, operar na seqüência adequada e em sincronia para que a máquina funcione.

O motor de um carro é um exemplo de um sistema irredutivelmente complexo. Se acontecer uma mudança no tamanho dos pistões, então é necessário fazer uma mudança no comando de válvulas, no bloco, no sistema de refrigeração, no compartimento do motor e em outros sistemas, ou o novo motor não vai funcionar.
Behe mostra que coisas vivas são irredutivelmente complexas, tal como o motor de um carro. Com meticulosos detalhes, ele mostra que inúmeras funções do corpo — coagulação do sangue, os cílios (o mecanismo de propulsão de alguns organismos), a visão — exigem sistemas irredutivelmente complexos que não poderiam ter se desenvolvido na forma gradual darwinista. Por quê? Porque os intermediários não seriam funcionais. Assim como acontece com o motor de um carro, todas as partes certas devem estar no lugar certo, no tamanho certo e ao mesmo tempo, para que possa existir alguma função.

Você pode construir um motor parte por parte (isso exige inteligência), mas não pode sair dirigindo só com metade do motor debaixo do capô do carro. Também não seria possível sair dirigindo se uma parte essencial do motor fosse modificada e as outras não. Da mesma forma, os sistemas vivos se tornariam rapidamente não funcionais se fossem modificados peça por peça.
O grau de complexidade irredutível nos seres vivos é estonteante. Lembre-se de que o alfabeto genético do DNA é composto de quatro letras: A, T, C e G. Bem, dentro de cada célula humana existem cerca de 3 bilhões de pares dessas letras. O seu corpo não apenas tem trilhões de células, mas produz milhões de novas células a cada segundo. Cada célula é irredutivelmente complexa e contém subsistemas irredutivelmente complexos!
As descobertas de Behe são fatais para o darwinismo. A complexidade irredutível significa que uma nova vida não pode vir a existir por meio do método darwinista de pequenas e sucessivas mudanças durante um longo período de tempo. O darwinismo é semelhante ao ato de forças naturais — sem nenhuma ajuda inteligente — produzindo o motor de um carro de corrida (i.e., uma ameba) e depois modificando o motor irredutivelmente complexo em sucessivos motores intermediários até que as forças naturais finalmente produzam o ônibus espacial (i.e., o ser humano).

Os darwinistas não podem explicar a fonte dos materiais que compõem o motor, muito menos de que maneira o primeiro motor irredutivelmente complexo veio a existir. Também não podem demonstrar o processo não inteligente por meio do qual qualquer motor tenha evoluído até se transformar num ônibus espacial enquanto fornecia algum tipo de propulsão nos passos intermediários. Isso fica evidente com base na completa ausência de explicações darwinistas sobre a maneira pela qual um sistema irredutivelmente complexo possa ter surgido gradualmente. Michael Behe expõe as afirmações vazias dos darwinistas:

A idéia darwinista da evolução molecular não está baseada na ciência. Não há explicação na literatura científica — em periódicos ou em livros — que descreva a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico real e complexo que tenha ocorrido ou que até mesmo possa vir a ocorrer. Existem afirmações de que tal evolução aconteceu, mas absolutamente nenhuma delas é apoiada por experimentos pertinentes ou por cálculos. Uma vez que não há autoridade na qual basear as afirmações de conhecimento, pode-se verdadeiramente dizer que a afirmação da evolução molecular darwinista é simplesmente arrogância.

As débeis tentativas dos darwinistas de lidar com a complexidade irredutível revelam a magnitude do problema para sua teoria. O darwinista Ken Miller sugeriu que a complexidade irredutível não é verdadeira porque ele pode mostrar que o exemplo citado por Behe para a complexidade irredutível — uma ratoeira — não é na verdade um sistema irredutivelmente complexo. De acordo com Behe, todas as cinco partes de uma ratoeira tradicional precisam estar no lugar no mesmo tempo, em ordem correta, para que a ratoeira funcione. Você não pode pegar ratos simplesmente com uma plataforma e uma mola, por exemplo. Mas Miller acha que pode refutar a afirmação de Behe construindo uma ratoeira similar com apenas quatro partes (Miller realmente levantou isso durante um debate televisionado pela PBS no final da última década de 90).
A crítica de Miller erra o alvo. Primeiramente, tal como um típico darwinista, Miller ignora o fato de que sua ratoeira exige inteligência para ser constituída. Segundo, Behe não está dizendo que é necessário cinco partes para construir qualquer ratoeira, mas apenas a ratoeira tradicional. Resulta que a ratoeira de Miller não é uma precursora física da ratoeira tradicional de Behe. Em outras palavras, transformar a ratoeira de Miller na de Behe exigiria mais do que um passo aleatório (i.e., darwinista) — a mudança exigiria a adição de uma outra parte muito específica e vários anos de ajustes bastante específicos para que pudesse se encaixar nas partes existentes (e isso requer inteligência).

Terceiro, até mesmo que essas mudanças pudessem ser feitas de alguma maneira, por meio de algum processo que não envolvesse uma mente inteligente, a ratoeira não funcionaria durante o período de transição. Contudo, para que o darwinismo seja verdadeiro, a funcionalidade deve ser mantida durante todo o tempo, porque coisas vivas não podem sobreviver se, digamos, seus órgãos vitais não executarem suas funções normais durante as lentas transições baseadas em tentativa e erro dos darwinistas. Por último, uma ratoeira é apenas uma ilustração. Sistemas vivos são imensuravelmente mais complexos que uma ratoeira. Assim, fica claro que a afirmação de Behe não foi refutada por Miller nem por qualquer outro darwinista.

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Extraído do livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek.

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Copiado do endereço http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1078004998

EXISTÊNCIA DE DEUS(P2)

PROVA 6 - O ARGUMENTO COSMOLÓGICO E O "SURGE"

Os argumentos abaixo foram retirados do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu",de Norman Gleiser e Frank Turek:

Não se impressione com o imponente nome técnico: "cosmológico" vem da palavra grega cosmos e significa "mundo" ou "Universo".Ou seja, o argumento cosmológico é o argumento do início do Universo. Se o Universo teve um início, então teve uma causa. Na forma lógica, o argumento apresenta-se da seguinte maneira: Tudo o que teve começo tem uma causa. O Universo teve um começo. Logo, o Universo teve uma causa.

Até a época de Einstein, os ateus podiam confortar-se com a crença de que o Universo era eterno e, portanto, não precisava de uma causa. Mas, desde então, cinco linhas de evidências científicas foram descobertas, as quais provam, sem sombra de dúvida, que o Universo realmente teve um início. Aquele início foi algo que os cientistas chamam hoje de Big Bang (ou "grande explosão"). A evidência desse Big Bang pode ser facilmente lembrada pelo acrônimo "SURGE".

S - A SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

A segunda lei da termodinâmica é o "s" do nosso acrônimo SURGE. A termodinâmica é o estudo da matéria e da energia, e, entre outras coisas, sua segunda lei afirma que o Universo está ficando sem energia utilizável. A cada momento que passa, passa, a quantidade de energia utilizável está ficando menor, levando os cientistas à óbvia conclusão de que, um dia, toda a energia terá se esgotado e o Universo morrerá. Tal como um carro em movimento, um dia o Universo vai ficar sem combustível.

Então você pode dizer: "E daí? De que maneira isso prova que o Universo teve um começo .. Bem, vamos enxergar as coisas a seguinte maneira: a primeira lei da termodinâmica afirma que a quantidade e energia no universo é constante. Em outras palavras, o Universo possui apenas uma quantidade finita de energia (algo muito semelhante ao fato de o seu carro ter uma quantidade finita de combustível). Se o seu carro tem uma quantidade finita de combustível (a primeira lei) e ele está consumindo combustível durante todo o tempo em que está se movimentando (a segunda lei), seu carro estaria andando agora se você tivesse ligado a ignição há um tempo infinitamente distante? Não, é claro que não. Ele estaria sem combustível agora. Da mesma maneira, o Universo estaria sem energia agora se estivesse funcionando desde toda a eternidade pas­sada. Mas aqui estamos nós: as luzes ainda estão acesas, o que significa dizer que o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito, ou seja, o Universo não é eterno - teve um começo.

Podemos comparar o Universo com uma lanterna. Se você deixar uma lanter­na acesa durante toda a noite, qual será a intensidade da luz pela manhã? Será fraca, porque as baterias foram utilizadas até quase extinguir sua energia. Bem, o Universo é como uma lanterna quase descarregada. Possui só um pouco de ener­gia a ser consumida. Mas, uma vez que o Universo ainda tem alguma carga na bateria (a energia ainda não acabou), ele não pode ser eterno - teve obrigatoria­mente um início - pois, se fosse eterno, a bateria já teria acabado a essa altura.

A segunda lei da termodinâmica também é conhecida como lei da entropia, que nada mais é senão uma maneira simpática de dizer que a natureza tem a tendência de fazer as coisas se desordenarem. Em outras palavras, com o tempo, as coisas naturalmente se desfazem. Seu carro se acaba; sua casa se acaba; seu corpo se acaba. Mas se o Universo está ficando cada vez menos ordenado, então de onde veio a ordem original? O astrônomo Robert Jastrow compara o Univer­so a um relógio movido a corda. Se um relógio movido a corda está começando a atrasar, então alguém precisa dar-lhe corda.

Esse aspecto da segunda lei também nos diz que o Universo teve um começo.

Uma vez que ainda temos alguma ordem - assim como ainda temos alguma energia utilizável -, o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (entropia) neste momento.

Alguns anos atrás, um estudante que participava de um ministério cristão entre universitários convidou-me [Norm] para falar em sua universidade sobre um tema relacionado à segunda lei. Durante a palestra, eu disse basicamente aos alunos aquilo que escrevemos aqui, mas de uma maneira mais detalhada. Depois da exposição, o aluno que havia me convidado pediu que eu almoçasse com ele e seu professor de Física.

 Assim que nos sentamos para comer, o professor deixou claro que era cético em relação ao meu argumento de que a segunda lei da termodinâmica exige a existência de um começo para o Universo. Ele me disse até mesmo ser materia­lista e acreditar que apenas as coisas materiais existiam e que existiram por toda a eternidade.

- Se a matéria é eterna, então o que você faz com a segunda lei? - pergun­tei a ele. Ele respondeu:
- Toda lei tem sua exceção. Essa é a minha exceção.

Eu poderia ter contra-atacado, perguntando-lhe se pressupor que toda lei tem uma exceção era fazer uma boa ciência. Isso não me parece muito científico e pode ser uma afirmação falsa em si mesma quando você pergunta: ''A lei que diz que 'toda lei tem uma exceção' tem uma exceção?". Se tiver, talvez a segunda lei seja uma exceção à lei de que toda lei deve ter uma exceção.

A coisa não se encaminhou assim porque eu achei que ele iria protestar. Em vez disso, recuei um pouco com relação à segunda lei e decidi questioná-Io sobre o materialismo.

- Se tudo é material - perguntei -, então o que é a teoria científica?
Além do mais, toda teoria sobre qualquer coisa material não é material; não é feita de moléculas.

Sem hesitar por um momento, ele disse com certo gracejo: — A teoria é mágica.

- Mágica? - repeti, realmente não acreditando naquilo que estava ouvindo. - Qual é a base para você dizer isso?
- Fé - respondeu ele rapidamente.

Fé na mágica?", pensei comigo mesmo. "Não posso acreditar no que estou ouvindo! Se a fé na mágica é a melhor coisa que os materialistas têm a oferecer, então eu não tenho fé suficiente para ser materialista!

Pensando novamente naquele episódio, parece-me que aquele professor teve um momento de sinceridade. Ele sabia que não poderia responder à fortíssima comprovação que apóia a segunda lei e, então, admitiu que sua posição não tinha base na comprovação ou na razão. Ao fazer isso, deu outro exemplo da falta de disposição em acreditar naquilo que a mente sabe que é verdadeiro e de como a visão dos ateus é baseada apenas na fé.

O professor estava certo com relação a uma coisa: ter fé. Ele de fato precisava de umsalto de fé para deliberadamente ignorar a mais estabelecida lei de toda a natureza.

Uma vez que percebi que o professor não estava realmente interessado em aceitar a verdade, não lhe fiz nenhuma outra pergunta potencialmente humilhante. Mas, uma vez que nenhum de nós podia ignorar o poder da segunda lei em nossos próprio corpo, pedimos a sobremesa. Nenhum de nós estava disposto a negar que precisávamos repor a energia que havíamos acabado de usar!






U - O UNIVERSO ESTÁ EM EXPANSÃO






As boas teorias científicas são aquelas capazes de predizer fenômenos que ainda não foram observados. Como vimos, a teoria da relatividade predisse um Universo em expansão. Mas foi somente uma década depois de o legendário astrônomo Edwin Hubble ter olhado em seu telescópio que os cientistas finalmente confirmaram que o Universo está em expansão e que se expande de um único ponto (o astrônomo Vesto Melvin Slipher estava muito próximo deste Universo em expansão já em 1913, mas foi Hubble quem reuniu todas as partes soltas da questão no final da década de 1920). Este Universo em expansão é a segunda linha de comprovação científica que afirma que o Universo teve um começo.






De que maneira podemos provar, por sua expansão, que o Universo teve um começo? Pense da seguinte maneira: se pudéssemos assistir a uma fita de vídeo da história do Universo ao contrário, veríamos toda matéria no Universo retomando para um único ponto. Esse ponto não teria o tamanho de uma bola de basquete, nem de uma bola de pingue-pongue, nem mesmo da cabeça de uma agulha, mas matemática e logicamente um ponto que é realmente nada (i.e., sem tempo, sem matéria). Em outras palavras, era uma vez um nada e, então, bang!, havia alguma coisa — o Universo passou a existir por meio de uma explosão! É por essa razão que conhecemos esse fenômeno como Big Bang ou "grande explosão".






É importante compreender que o Universo não está se expandindo para um lugar vazio, mas o próprio espaço está em expansão — não havia espaço antes do Big Bang.Também é importante compreender que o Universo não surgiu de material existente, mas sim do nada — não havia matéria antes do Big Bang. De fato, cronologicamente, não havia "antes" no período anterior ao Big Bang, porque não existe "antes" sem tempo, e não havia tempo antes do Big Bang. Tempo, espaço e matéria passaram a existir no Big Bang.






Esses fatos dão muita dor de cabeça aos ateus, como aconteceu numa noite chuvosa no Estado norte-americano da Geórgia em abril de 1998. Naquela noite, eu [Frank] compareci a um debate na cidade de Atlanta sobre a questão "Deus existe?". William Lane Craig assumiu a posição afirmativa, e Peter Atkins assumiu a posição negativa. O debate estava bastante espirituoso e, em alguns momentos, até engraçado, parcialmente devido ao moderador, William F. Buckley Jr. (Buckley não escondia seu favoritismo pela posição de Craig, favorável à existência de Deus. Depois de apresentar Craig e suas impressionantes credenciais, Buckley apresentou Atkins da seguinte maneira: "E do lado do Diabo, temos o dr. Peter Atinks!")






Um dos cinco argumentos de Craig para a existência de Deus era o argumento cosmológico, apoiado pela evidência do Big Bang, que estamos discutindo aqui. Ele destacou que o Universo — todo o tempo, toda a matéria e todo o espaço — explodiu do nada, um fato que Atkins admitira em seu livro e que reafirmou mais tarde no debate daquela noite.






Uma vez que foi o primeiro a falar, Craig informou à platéia como Atkins tenta explicar o Universo de uma perspectiva ateísta: "Em seu livro The Creation Revisited [A Criação revisitada], o dr. Atkins luta ferozmente para explicar como o Universo poderia ter surgido, sem ter sido provocado por nada. Mas, no final, ele se vê preso, contradizendo a si mesmo. Ele escreve: 'Agora voltemos no tempo, além do momento da Criação, quando não havia tempo e onde não havia espaço'. Nesse tempo antes do tempo, ele imagina um redemoinho de pontos matemáticos que se recombinavam repetidas vezes e que, finalmente, por meio de tentativa e erro, vieram a formar nosso Universo de tempo e espaço".






Craig continuou, destacando que a posição de Atkins não é uma teoria científica, mas, na verdade, uma metafísica popular que contradiz a si mesma. É metafísica popular porque é uma explicação inventada — não existe nenhuma comprovação científica que a apóie. É também contraditória porque trata de tempo e espaço antes de haver tempo e espaço.






Uma vez que Craig não teve oportunidade de dialogar diretamente com Atkins sobre esse ponto, Ravi Zacharias e eu ficamos na fila de perguntas, já no final do debate, para questionar Atkins sobre sua posição. Infelizmente, o tempo acabou antes que um de nós pudesse fazer uma pergunta, de modo que fomos falar com Atkins depois do debate, nos bastidores.






— Dr. Atkins — disse Ravi -, o senhor admite que o Universo explodiu do nada, mas a sua explicação para o começo não está clara com relação ao que seja "nada". Os pontos matemáticos num redemoinho não são nada. Até eles são alguma coisa. Como o senhor justifica isso?






Em vez de abordar a questão, Atkins se rendeu verbalmente à segunda lei da termodinâmica. Ele disse:






— Olha, senhores, estou muito cansado. Não posso responder a mais nenhuma pergunta agora.






Em outras palavras, o seu decréscimo de energia provou que a segunda lei da termodinâmica estava funcionando. Atkins literalmente não tinha nada a dizer!






De acordo com a comprovação cosmológica moderna, o Universo literalmente não tinha nada de onde surgir. Contudo, quando foi a hora de dar uma explicação ateísta a isso, Atkins não começou realmente do nada, mas de pontos matemáticos e do tempo. Naturalmente, não se pode imaginar como meros pontos matemáticos e tempo pudessem verdadeiramente criar o Universo. Todavia, ele queria impor o fato de que ateus como ele próprio precisam explicar como o Universo começou de absolutamente nada.






O que é nada? Aristóteles tinha uma boa definição: ele disse que nada é aquilo com que as rochas sonham! O nada do qual o Universo surgiu não são "pontos matemáticos", como sugeriu Atkins, nem "energia positiva e negativa', como escreveu o ateu Isaac Asimov. "Nada" é literalmente coisa alguma aquilo com que as rochas sonham.






O escritor inglês Anthony Kenny descreveu honestamente seu próprio apuro como ateu à luz da evidência do Big Bang. Ele escreveu: "De acordo com a teoria do big bang,toda a matéria do Universo começou a existir em um momento em particular no passado remoto. Um oponente de tal teoria deve acreditar, pelo menos se for ateu, que a matéria do Universo veio do nada e por meio de nada".






R - RADIAÇÃO DO BIG-BANG






A terceira linha de comprovação científica de que o Universo teve um início foi descoberta por acidente em 1965. Foi naquele ano que Arno Penzias e Robert Wilson detectaram uma estranha radiação na antena do Laboratório Bell, em Holmdel, Nova Jersey, Estados Unidos. Aquela misteriosa radiação permanecia, não importava para onde apontassem sua antena. Inicialmente acharam que poderia ser o resultado de dejetos de pombos depositados na antena, muito comuns na costa de Nova Jersey, de modo que limparam a antena, e retomaram os pombos. Mas, quando voltaram para dentro, descobriram que a radiação ainda estava lá, e que vinha de todas as direções.






Aquilo que Penzias e Wilson tinham detectado transformou-se numa das mais incríveis descobertas do século passado, uma que chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Esses dois cientistas do Laboratório Bell tinham descoberto o brilho avermelhado da explosão da bola de fogo do big bang.






Tecnicamente conhecida como radiação cósmica de fundo, esse brilho é realmente luz e calor emanados da explosão inicial. A luz não é mais visível porque o seu comprimento de onda foi esticado pela expansão do Universo para um tamanho pouco menor do que aquele que é produzido por um forno de microondas. Mas o calor ainda pode ser detectado.






Voltando a 1948, três cientistas predisseram que, se o Big Bang realmente tivesse acontecido, essa radiação estaria em algum lugar. Mas, por alguma razão, ninguém havia tentado detectá-la antes de Penzias e Wilson terem tropeçado nela por acaso há cerca de 30 anos. Ao ser confirmada, essa descoberta lançou por terra qualquer sugestão de que o Universo esteja num estado eterno de passividade.






Com efeito, a descoberta da radiação da bola de fogo queimou qualquer esperança de existência do estado estático. Mas esse não foi o fim das descobertas. Mais evidências do Big Bang surgiriam. De fato, se a cosmologia fosse um jogo de futebol americano, aqueles que acreditam no Big Bang estariam sendo convidados a "pular em cima' com esta próxima descoberta.






G - SEMENTES DE GRANDES GALÁXIAS






Depois de descobrirem o anunciado Universo em expansão e o brilho posterior de sua radiação, os cientistas voltaram a atenção para outra previsão que confirmaria o Big Bang. Se o Big Bang realmente aconteceu, os cientistas acreditavam que deveríamos ver pequenas oscilações (ou ondulações) na temperatura da radiação cósmica de fundo que Penzias e Wilson tinham descoberto. Essas ondulações de temperatura permitiriam que a matéria se reunisse em galáxias por meio da atração gravitacional. Se isso fosse descoberto, eles aceitariam a quarta linha da comprovação científica de que o Universo teve um ínício.






Em 1989, foi intensificada a busca por essas ondulações quando a NASA lançou um satélite de 200 milhões de dólares chamado COBE [Cosmic Background Explorer ou "explorador do fundo cósmico"]. Levando equipamentos extremamente sensíveis, o COBE foi capaz de ver se essas oscilações realmente existiam na radiação de fundo e quão precisas elas eram.






Quando George Smoot, o líder do projeto, anunciou as descobertas do COBE em 1992, sua chocante comparação foi citada em jornais do mundo inteiro. Ele disse: "Se você é religioso, então é como estar olhando para Deus". Michael Turner, astrofísico da Universidade de Chicago, não foi menos enfático, afirmando que "a evidência dessa descoberta não pode ser desprezada. Eles encontraram o Santo Graal da cosmologia". Stephen Hawking também concordou, chamando as descobertas de "as mais importantes descobertas do século, senão de todos os tempos". O que fez o satélite COBE receber elogios tão grandiosos?






O satélite não apenas descobriu as 'Oscilações, mas os cientistas ficaram maravilhados diante de sua precisão. As oscilações mostravam que a explosão e a expansão do Universo foram precisamente calculadas de modo não apenas a fazer a matéria se reunir em galáxias, mas também a ponto de não fazer o próprio Universo desmoronar sobre si mesmo. Qualquer pequena variação para um lado ou para o outro, e nenhum de nós estaria aqui para contar a história. O fato é que as oscilações são tão exatas (com uma precisão de um sobre 100 mil) que Smoot as chamou de "marcas mecânicas da criação do Universo" e "impressões digitais do Criador.






Mas essas oscilações de temperatura não são apenas pontos em um gráfico de um simples cientista. O COBE conseguiu tirar fotografias das oscilações com infravermelho. É preciso ter em mente que as observações espaciais são, na verdade, observações do passado, devido ao tempo que a luz leva para chegar até nós. Desse modo, os retratos desse satélite são retratos do passado, ou seja, as imagens em infravermelho tiradas pelo COBE apontam para a existência de matéria do início do Universo que viria a se juntar em galáxias e conjuntos de galáxias. Smoot chamou essa matéria de "sementes" das galáxias como elas existem hoje (essas imagens podem ser vistas pela Internet nosite do COBE. Tais "sementes" são as maiores estruturas já detectadas, e a maior estende-se por cerca de um terço do Universo conhecido. Estamos falando de 10 bilhões de anos-luz ou de 95 bilhões de trilhões de quilômetros (95 seguido de 21 zeros).






Agora você pode entender por que tantos cientistas são tão eloqüentes na descrição de sua descoberta. Uma coisa predita pelo Big Bang foi novamente descoberta, e isso foi tão grandioso e tão preciso que provocou um big bang entre os cientistas!






E - A TEORIA DA RELATIVIDADE DE EINSTEIN






O "E" do nosso acrônimo vem do nome de Einstein. Sua teoria da relatividade é a quinta linha de comprovação científica de que o Universo teve um início e sua descoberta foi o começo do fim da idéia de que o Universo é eterno. A teoria em si, que foi comprovada até cinco casas decimais, exige um início absoluto para tempo, espaço e matéria. Ela mostra que tempo, espaço e matéria estão correlacionados, ou seja, são interdependentes — você nunca pode ter um sem os outros.






Com base na teoria da relatividade, os cientistas predisseram — e depois descobriram — a expansão do Universo, a radiação posterior à explosão e as grandes sementes de galáxias que foram precisamente criadas para permitir que o Universo se formasse e que tivesse o estado atual. Adicione a essas descobertas a segunda lei da termodinâmica, e temos cinco linhas de decisiva comprovação científica de que o Universo teve um início — algo que SURGE de um início grandioso.










Pense da seguinte maneira: se pudéssemos assistir a uma fita de vídeo da história do Universo ao contrário, veríamos toda matéria no Universo retomando para um único ponto. Esse ponto não teria o tamanho de uma bola de basquete, nem de uma bola de pingue-pongue, nem mesmo da cabeça de uma agulha, mas matemática e logicamente um ponto que é realmente nada (i.e., sem tempo, sem matéria). Em outras palavras, era uma vez um nada e, então, bang!, havia alguma coisa — o Universo passou a existir por meio de uma explosão!


À luz das evidências, somos deixados apenas com duas opções: ou ninguém criou uma coisa do nada ou alguém criou alguma coisa do nada. Que visão é mais plausível? Nada criou alguma coisa? Não. Até mesmo Julie Andrews sabia a resposta quando cantou "Nada vem do nada. Nada poderia ser assim!". Se você não consegue acreditar que nada fez alguma coisa, então não tem fé suficiente para ser ateu!

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Extraído do Livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek

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Fonte: http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1077992653