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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Argumentos para a Existência de Deus

Informações Gerais

Provas da existência de Deus

Enquanto teologia pode assumir a existência de Deus como absolutamente necessário, a base da autoridade, fé ou revelação, muitos filósofos e teólogos têm pensado que permita demonstrar por que razão tem de haver um Deus. São Tomás de Aquino, no século XIII, formulou o famoso "cinco maneiras" pelas quais a existência de Deus pode ser demonstrada filosoficamente:
  • 1. O "motor imóvel" argumento. Sabemos que há movimento no mundo, o que está em movimento é movido por outra coisa, essa outra coisa também deve ser movido por alguma coisa, para evitar uma regressão infinita, devemos postular uma "iniciativa", que é Deus.
  • 2. O "nada é causado pela própria" argumento. Por exemplo, uma tabela é trazido à vida por um carpinteiro, que é causada por seus pais. Novamente, não podemos ir ao infinito, por isso deve haver uma primeira causa, que é Deus.

O neoateísmo e cinco argumentos a favor de Deus

William Lane Craig
Originalmente publicado como: “The New Atheism and Five Arguments for God”. Texto disponível na íntegra em: http://www.reasonablefaith.org/the-new-atheism-and-five-arguments-for-god.
Traduzido por Marcos Vasconcelos. Revisado por Djair Dias Filho.
Talvez seja um tanto surpreendente que quase nenhum dos ditos neoateus nada tenha a dizer sobre os argumentos para a existência de Deus. Em vez disso, eles tendem a chamar a atenção para os efeitos sociais da religião e a questionar se a crença na religião é boa para a sociedade. É justificável duvidar que o impacto social de uma ideia, para o bem ou para o mal, seja uma medição adequada dessa crença, especialmente quando há razões para pensar que a ideia em questão é mesmo verdadeira. O darwinismo, por exemplo, com certeza tem tido algumas mínimas influências sociais negativas, mas isso dificilmente serve de base para pensar que a teoria seja falsa e simplesmente ignorar as evidências biológicas a seu favor.
Os neoateus talvez considerem que os argumentos tradicionais a favor da existência de Deus estejam agora fora de moda e não precisam mais de refutação. Se assim for, eles são ingênuos. Ao longo da última geração, entre os filósofos profissionais, cujo ofício é pensar sobre questões metafísicas difíceis, ocorre o avivamento do interesse nos argumentos para a existência de Deus. Esse ressurgimento de interesse não passou despercebido nem mesmo da cultura popular. Em 1980, a revista Time publicou um artigo importante intitulado “Modernizing the Case for God” [Modernizando a defesa de Deus], que descrevia o movimento entre os filósofos contemporâneos para remodelar os argumentos tradicionais a favor da existência de Deus. Time maravilhou-se que
Numa tranquila revolução no pensamento e no debate, que quase ninguém teria previsto apenas duas décadas atrás, Deus está fazendo uma reaparição. O mais curioso é que isso não está acontecendo entre teólogos ou crentes comuns, mas nos seletos círculos intelectuais dos filósofos acadêmicos, onde há muito o consenso baniu o Onipotente do discurso proveitoso.1
Segundo o artigo, o destacado filósofo americano Roderick Chisholm opinou que o motivo de o ateísmo ser tão influente na geração anterior é que os filósofos mais brilhantes eram ateus; mas hoje, nota ele, muitos dos filósofos mais brilhantes são teístas que usam intelectualismo realista na defesa dessa crença.
Os neoateus estão incrivelmente alheios à revolução em andamento na filosofia anglo-americana.2 Eles geralmente estão por fora das obras de vanguarda nesse campo. O único neoateu que interage com os argumentos a favor da existência de Deus é Richard Dawkins. No seu livro Deus, um delírio, que se tornou sucesso de vendas internacional, Dawkins examina e apresenta refutações a vários dos mais importantes argumentos a favor de Deus.3 Ele merece crédito por levá-los a sério. Mas as suas refutações são convincentes? Será que ele aplicou um golpe fatal nesses argumentos?
Bem, examinemos alguns desses argumentos e vejamos. Antes de fazer isso, vamos esclarecer o que torna um argumento “bom”. Argumento é uma série de declarações (chamadas de premissas) que levam a uma conclusão. O argumento correto deve satisfazer duas condições: (1) ser logicamente válido (i.e., sua conclusão decorre das premissas, segundo as regras da lógica), e (2) suas premissas serem verdadeiras. Se um argumento é bom, a verdade da conclusão resulta necessariamente das premissas. Mas, para ser um bom argumento, não basta ser um argumento correto. Temos também alguma razão para imaginar que as premissas são verdadeiras. Um argumento logicamente válido que tenha, totalmente desconhecidas para nós, premissas verdadeiras não é um bom argumento no que diz respeito à sua conclusão. As premissas devem ter algum grau de justificação ou garantia para nós, para que um argumento correto seja um bom argumento. Mas que nível de garantia? É óbvio que não é necessário saber com certeza que as premissas são verdadeiras (quase não sabemos com certeza que algo é verdadeiro!). Talvez devêssemos dizer que, para um argumento ser bom, as premissas devem ser provavelmente verdadeiras à luz das evidências. Acho que é justo, embora às vezes as probabilidades sejam difíceis de contabilizar. Outra maneira de dizer isso é: um bom argumento é um argumento correto em que as premissas, à luz das evidências, são mais plausíveis que seus opostos. Deve-se comparar a premissa e a sua negação e acreditar em não importa qual seja a mais plausivelmente verdadeira à luz das evidências. Um bom argumento será o argumento correto cujas premissas são mais plausíveis que as negações delas.
Dada essa definição, a pergunta é: há bons argumentos a favor da existência de Deus? Dawkins, especificamente, conseguiu demonstrar que os argumentos a favor de Deus não são bons? Para descobrir as respostas, examinemos cinco argumentos para a existência de Deus.
1. Argumento cosmológico da contingência
O argumento cosmológico apresenta-se de várias formas. Eis uma versão simples da famosa versão da contingência:
1. Tudo que existe tem uma explicação para a sua existência, quer na necessidade de sua própria natureza, quer numa causa externa.
2. Se o universo tem uma explicação para sua existência, essa explicação é Deus.
3. O universo existe.
4. Logo, o universo tem uma explicação para sua existência (de 1, 3).
5. Logo, a explicação da existência do universo é Deus (de 2, 4).
Ora, esse é argumento logicamente perfeito. Quer dizer, se as premissas forem verdadeiras, logo a conclusão será inevitável. Não interessa se gostamos ou não da conclusão. Não importa que tenhamos outras objeções à existência de Deus. Uma vez que admitamos a validade das três premissas, temos de aceitar a conclusão. Portanto, a pergunta é: o que é mais plausível, essas premissas serem verdadeiras ou falsas?
1.1. Premissa 1
Consideremos primeiro a Premissa 1. De acordo com ela, há dois tipos de coisas: as que existem necessariamente, e as que são produzidas por alguma causa externa. Permitam-me explicar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

QUEM CRIOU DEUS?


À luz de todas as comprovações para o início do Universo espaço-tempo, o Iniciador deve estar fora do Universo espaço-tempo. Quando se sugere que Deus é o Iniciador, os ateus rapidamente fazem a antiga pergunta: "Então quem criou Deus? Se tudo precisa de uma causa, então Deus também precisa de uma causa!".
Como já vimos, a lei da causalidade é o fundamento da ciência. A ciência é a busca pelas causas, e essa busca é baseada em nossas observações coerentes e uniformes de que tudo o que tem um começo teve uma causa. O fato é que a pergunta "Quem criou Deus?" destaca com que seriedade levamos a lei da causalidade. Toma-se como certo que praticamente tudo precisa de uma causa.
Então por que Deus não precisa de uma causa? Porque a posição dos ateus não compreende a lei da causalidade. A lei da causalidade não diz que tudo precisa de uma causa. Ela diz que tudo o que venha a existir precisa de uma causa. Deus não veio a existir, ninguém fez Deus. Ele não é feito. Como ser eterno, Deus não tem um começo e, assim, ele não precisou de uma causa.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

EXISTÊNCIA DE DEUS(P4)

PROVA 10 - OS PRINCÍPIOS ANTRÓPICOS

"HOUSTON, TEMOS UM PROBLEMA!"


São 13 de abril de 1970, dois dias depois que o comandante da missão Jim Lovell e dois outros astronautas saíram da atmosfera terrestre na Apollo 13. Eles estão agora voando no espaço a mais de 3 mil quilômetros por hora, ansiosamente esperando por uma caminhada que apenas alguns homens fizeram: andar na superfície da Lua. Tudo está saindo conforme a planejada em sua espaçonave tão magnificamente projetada. Nas palavras do própria Lavell, ele e sua equipe estão "felizes da vida'. Mas tudo isso está prestes a mudar.

Depois de 55 haras e 54 minutos do início da missão, logo. depois de completar uma transmissão de televisão para a Terra, Lavell está arrumando alguns fios quando ouve um barulho muito forte. Num primeiro momento, acha que é apenas a piloto Jack Swigert fazenda uma brincadeira ao acionar secretamente uma válvula barulhenta. Mas, quando ele vê a expressão de preocupação no rosto de Swigert — aquela expressão que diz "Não fui eu!" -, Lavell rapidamente percebe que não é uma piada.

O diálogo entre as astronautas Lavell, Swigert, Fred Haise e Charlie Duke (Duke está na Terra, em Houston) é mais ou menos assim:

Swigert: — Houston, temos um problema.

Duke: — Aqui é Houston. Repita, por favor.

Lovell: — Houston, houve um problema. Tivemos uma queda de voltagem na linha B.

Duke: — Entendido. Queda de voltagem na linha B.

Haise: — O.k. Neste momento, Houston, a voltagem parece ... estar boa. Ouvimos um barulho bastante forte, juntamente com sinais de alerta aqui no painel. Até onde me lembro, a linha B foi aquela que apresentou um pico algum tempo atrás.

Duke: — Entendido, Fred.

Haise: — Esse solavanco deve ter abalado o sensor de oxigênio número 2. Ele estava oscilando para baixo, em torno de 20 a 60%. Agora ele está no ponto máximo.

Nesse momento, as astronautas não estão totalmente cientes do que está acontecendo. Os sensores dos tanques de oxigênio parecem trabalhar de maneira errática. Estão mostrando que a quantidade de oxigênio nos tanques está variando de 20% até a impossível quantidade de 100%. Enquanto isso, a despeito da observação inicial de Haise de que "a voltagem parece estar boa", diversas luzes de advertência na categoria "Avisos Principais" do sistema elétrico do espaço nave estão dizendo o contrário.

Dentro de poucos minutos, a terrível natureza do problema torna-se aparente. A Apollo 13 não tem apenas um problema nos sensores. Ela tem um problema real. A nave — localizado agora a mais de 200 mil milhas náuticas da Terra e afastando-se de casa — está rapidamente perdendo oxigênio e força. Duas das três células de combustível estão inativas e a terceira está deteriorando-se rapidamente. Haise notifica Houston sobre a situação da energia:

Haise: — AC 2 está vazia ... Temos agora uma queda na voltagem do circuito A. .. Está mostrando 25 e meio. circuito B está zerado agora.

Então Lovell relata o problema do oxigênio:

Lovell: — ... e a quantidade de 02 no tanque 2 está marcando zero. Entenderam?

Houston: — Quantidade de 02 no tanque 2 é zero.

Então, quando olha por uma escotilha, Lovell vê aquilo que parece ser um gás escapando para o espaço pela parede lateral da espaço nave.

Lovell: — Está me parecendo, ao olhar pela escotilha, que alguma coisa está escapando.

Houston: — Entendido.

Lovell: — Estamos ... estamos perdendo alguma coisa, algo está vazando para o espaço.

Houston: — Entendido. Copiamos, algo está vazando.

Lovell: É algum tipo de gás.

Mais tarde, confirmou-se que o gás era oxigênio. Embora a tripulação não soubesse disso ainda, o tanque de oxigênio número 2 havia explodido e danificado o tanque 1 no processo. Lovell não podia ver o dano, apenas o gás escapando.

Constante antrópica 1: Nível de oxigênio. Aqui na Terra, o oxigênio responde por 21 % da atmosfera. Esse número preciso é uma constante antrópica que torna possível a vida no planeta. Se o oxigênio estivesse numa concentração de 25%, poderia haver incêndios espontâneos; se fosse de 15%, os seres humanos ficariam sufocados. Lovell e sua equipe precisavam encontrar uma maneira de manter o nível correto de oxigênio dentro da espaçonave.

Mas o oxigênio não era o único problema. Do mesmo modo em que acontece na atmosfera da Terra, qualquer mudança em uma das constantes dentro da espaçonave pode afetar as várias outras que também são necessárias à vida. A explosão gerou um decréscimo não apenas no oxigênio, mas também na eletricidade e na água. Na Apollo 13, a água e a eletricidade são produzidas ao combinar-se oxigênio com hidrogênio em células de combustível. Sem oxigênio, não haveria maneira de produzir ar, água e energia. Uma vez que eles estão no vácuo do espaço, não existe nenhuma fonte de oxigênio do lado de fora.

A situação é tão inimaginável que Jack Swigert diria mais tarde: "Se alguém colocasse um acidente como esse no simulador", significando uma falha quádrupla das células de combustível 1 e 3 e dos tanques de oxigênio 1 e 2, "nós diríamos 'escute aqui, pessoal, vocês não estão sendo realistas' ".

Infelizmente não estavam no simulador, mas enfrentavam uma emergência real numa espaço nave a dois terços do caminho para a Lua. O que eles podem fazer? Felizmente existe um bote salva-vidas. O módulo lunar (ML) tem provisões que podem ser usadas numa emergência. O ML é a nave acoplada na parte superior do módulo de comando (MC) que, controlada por dois dos astronautas, descerá na Lua, enquanto o terceiro astronauta permanece em órbita. É óbvio que descer na Lua é uma atividade que está prestes a ser cancelada: salvar a vida dos astronautas é a nova missão da Apollo 13.

Num esforço de economizar energia para a reentrada, os astronautas rapidamente desligam o módulo de comando e sobem para o ML. Mas não é por estarem no ML que os astronautas estão fora de perigo. Eles ainda precisam circundar a Lua para conseguir voltar para a Terra. Isso vai levar tempo — um tempo que não têm. O ML tem condições de sustentar dois homens por cerca de 40 horas, mas precisa sustentar três homens por quatro dias!

Como resultado disso, todo esforço é feito para economizar água, oxigênio e eletricidade. Todos os sistemas não essenciais são desligados — incluindo o aquecimento -, e os astronautas diminuem o consumo de água para apenas um pequeno copo por dia. Sentindo-se mal, Haise logo começa a ter febre, e os outros astronautas lentamente ficam desidratados. Isso torna a concentração ainda mais difícil.

Infelizmente, pelo fato de todos os sistemas automáticos estarem desligados, a situação exige uma grande concentração por parte dos astronautas. Além de circundar a Lua, a tripulação precisa fazer várias correções de curso manuais para assegurar que atinjam o ângulo correto de reentrada e aumentem a velocidade de sua viagem de volta para casa. Para fazer isso, eles terão de navegar manualmente pelas estrelas. Uma vez que os escombros da explosão continuam em volta da espaçonave no vácuo do espaço, os astronautas não podem distinguir as estrelas da luz do Sol refletida nos escombros. Conseqüentemente, só lhes resta usar a Terra e o Sol como pontos de referência navegacionais observáveis pela escotilha da espaço nave.

Usando esse método bastante rudimentar, verificam seus cálculos repetidas vezes para assegurar-se de que estão certos. Há pouca margem para erro. O fato é que eles precisam colocar a espaço nave num ângulo de entrada que não pode ser menor que 5,5 graus e não maior que 7,3 graus abaixo da linha do horizonte da Terra (do ponto de vista da espaçonave). Qualquer desvio dessa faixa fará a nave ricochetear para o espaço, para fora da atmosfera terrestre, ou ser queimada durante a descida.

Constante antrópica 2: Transparência atmosférica. A pequena janela que os astronautas devem atingir reflete os padrões perfeitos pelos quais o Universo foi planejado. Enquanto a atmosfera apresenta-se como um problema de entrada para os astronautas, ela também mostra qualidades que são absolutamente essenciais para a vida aqui na Terra. O grau de transparência da atmosfera é uma constante antrópica. Se a atmosfera fosse menos transparente, não haveria radiação solar suficiente sobre a superfície da Terra. Se fosse mais transparente, seríamos bombardeados com muito mais radiação solar aqui embaixo (além da transparência atmosférica, a composição da atmosfera, com níveis precisos de nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono e ozônio, é, por si só, uma constante antrópica).

Constante antrópica 3: Interação gravitacional entre a Terra e a Lua. Enquanto começam a se preparar para circundar a Lua, os astronautas deparam-se com outra constante antrópica. Essa constante está relacionada à interação gravitacional que a Terra tem com a Lua. Se essa interação fosse maior do que é atualmente, os efeitos sobre as marés dos oceanos, sobre a atmosfera e sobre o tempo de rotação seriam bastante severos. Se fosse menor, as mudanças orbitais provocariam instabilidades no clima. Em qualquer das situações, a vida na Terra seria impossível.

Após seu encontro com a Lua, os astronautas são finalmente direcionados para a Terra. Contudo, surge ainda outro problema. As delicadas condições de vida dentro da espaçonave estão ficando contaminadas. A medida que o oxigênio é consumido, os astronautas geram um novo problema simplesmente por exalar, ou seja, o dióxido de carbono está começando a alcançar níveis perigosos dentro da espaçonave. Se não conseguirem achar uma maneira de filtrar o dióxido de carbono no ML, os três astronautas serão envenenados por sua própria respiração!

O Controle da Missão pede que os astronautas desembalem filtros extras criados para o módulo de comando (a parte da espaçonave que foi descartada e que teve sua energia desligada) para verificar se eles podem ser usados no ML. Contudo, em vez de receberem as tão esperadas boas notícias, os astronautas logo percebem que os filtros do MC são de tamanho e forma diferentes dos usados no ML! O fornecedor A aparentemente não estava de acordo com o fornecedor B! Frustrado, o diretor de vôo Gene Krantz — que pronunciou a famosa frase "O fracasso não é uma opção!" no Controle da Missão — vocifera: "Isso não pode ser um projeto do governo!".

Revirando-se em busca de uma solução, os engenheiros da NASA em terra começam a trabalhar freneticamente: procuram uma maneira de encaixar os filtros quadrados do MC nos buracos redondos do ML apenas com os materiais que podem ser encontrados na espaçonave. Eles descobrem uma maneira de fazê-lo e começam a explicar o processo de montagem para a tripulação. Esse processo engenhoso envolve o uso de papelão, pedaços da, roupa dos astronautas, sacos para acondicionamento de materiais e fita crepe (sim, ela também conserta qualquer coisa no espaço — não deixe de ter uma em sua casa!).

Constante antrópica 4: Nível de dióxido de carbono. É claro que esse tipo de implementação não é necessária aqui na Terra porque a atmosfera terrestre mantém o nível correto de dióxido de carbono. Essa é outra constante antrópica. Se o nível de CO2 fosse mais alto do que é agora, teríamos o desenvolvimento de um enorme efeito estufa (todos nós seríamos queimados). Se o nível fosse menor, as plantas não seriam capazes de manter uma fotossíntese eficiente (todos nós ficaríamos sufocados — o mesmo destino que os astronautas estavam tentando evitar).

Felizmente os filtros adaptados trabalham bem e dão à tripulação um tempo valioso (além de fornecer ar respirável). Logo chega o momento de se livrar do módulo de serviço danificado. Quando o módulo de serviço se afasta, a tripulação vê pela primeira vez a extensão dos danos: a explosão do tanque de oxigênio arrancou um pedaço da cobertura do módulo de serviço com uma área de cerca de 3,5 m por 2 m, atingiu as células de combustível e danificou uma antena. Se uma explosão com a metade da intensidade tivesse acontecido perto do escudo do módulo de comando, o resultado seria um problema catastrófico para a espaçonave e a perda da tripulação.

Ao se aproximarem da reentrada, a tripulação volta para o módulo de comando para tentar religá-lo. Essa é sua única esperança de chegar em casa (o ML não possui um escudo para proteção contra o calor). Mas com as três células de combustível inoperantes e tendo apenas a eletricidade fornecida por uma bateria, o procedimento normal de ligação do MC não funcionaria. Não é possível religar todos os sistemas simplesmente porque não existe força suficiente nas baterias! Como resultado, precisam confiar em um novo procedimento de ligação que os engenheiros e astronautas da NASA haviam acabado de desenvolver na Terra.

EXISTÊNCIA DE DEUS(P3)

PROVA 7 – A DA LEI MORAL


1. Existe um padrão absoluto de certo e errado que está escrito no coração de todo ser humano. As pessoas podem negá-lo, podem suprimi-lo, suas ações podem contradizê-lo, mas suas reações revelam que elas o conhecem.

2. O relativismo é falso. Os seres humanos não determinam o que é certo e o que é errado; nós descobrimos o que é certo ou errado. Se os seres humanos determinassem o que é certo ou errado, então qualquer um poderia estar "certo" em afirmar que o estupro, o homicídio, o Holocausto ou qualquer outro mal não é realmente errado. Mas nós sabemos intuitivamente que esses atos são errados por meio de nossa consciência, que é manifestação da lei moral.

3. Essa lei moral deve ter uma fonte mais elevada que nós mesmos, porque ela é uma prescrição que está no coração de todas as pessoas. Uma vez que as prescrições sempre possuem um autor — elas não surgem do nada - o Autor da lei moral (Deus) deve existir.

4. Essa lei moral é o padrão divino de retidão e nos ajuda a decidir entre as diferentes opiniões morais que as pessoas possam ter. Sem o padrão de Deus, somos deixados exatamente com isto: opiniões humanas. A lei moral é o padrão final por meio do qual tudo é medido (na teologia cristã, a lei moral é a própria natureza de Deus. Em outras palavras, a moralidade não é arbitrária — ela não diz "Faça isso e não faça aquilo porque eu sou Deus e estou dizendo isso". Não, Deus não faz regras com base em um capricho. O padrão de retidão é a própria natureza do próprio Deus — infinita justiça e infinito amor).


5. Embora se acredite amplamente que toda a moralidade é relativa, valores morais fundamentais são absolutos e transcendem culturas. A confusão sobre isso freqüentemente se baseia numa má interpretação ou má aplicação dos absolutos morais, não em uma verdadeira rejeição deles. Ou seja, os valores morais são absolutos, mesmo que a compreensão que temos deles ou de outras circunstâncias nas quais eles deveriam ser aplicados não seja absoluta.

6. Os ateus não têm uma base verdadeira para o certo ou o errado objetivos.
Isso não quer dizer que os ateus não sejam seres morais ou que não compreendam o que é certo ou errado. Ao contrário, os ateus são capazes de realmente compreenderem o que é certo e errado porque a lei moral está escrita no coração deles, assim como em qualquer outro coração. Contudo, embora eles possam acreditar em um certo ou errado objetivos, não não têm maneira de justificar tal crença (a não ser que admitam o Criador da lei moral, deixando assim de ser ateus).

domingo, 26 de agosto de 2012

EXISTÊNCIA DE DEUS(P2)

PROVA 6 - O ARGUMENTO COSMOLÓGICO E O "SURGE"

Os argumentos abaixo foram retirados do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu", de Norman Gleiser e Frank Turek:

Não se impressione com o imponente nome técnico: "cosmológico" vem da palavra grega cosmos e significa "mundo" ou "Universo".Ou seja, o argumento cosmológico é o argumento do início do Universo. Se o Universo teve um início, então teve uma causa. Na forma lógica, o argumento apresenta-se da seguinte maneira: Tudo o que teve começo tem uma causa. O Universo teve um começo. Logo, o Universo teve uma causa.


Até a época de Einstein, os ateus podiam confortar-se com a crença de que o Universo era eterno e, portanto, não precisava de uma causa. Mas, desde então, cinco linhas de evidências científicas foram descobertas, as quais provam, sem sombra de dúvida, que o Universo realmente teve um início. Aquele início foi algo que os cientistas chamam hoje de Big Bang (ou "grande explosão"). A evidência desse Big Bang pode ser facilmente lembrada pelo acrônimo "SURGE".


S - A SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

A segunda lei da termodinâmica é o "s" do nosso acrônimo SURGE. A termodinâmica é o estudo da matéria e da energia, e, entre outras coisas, sua segunda lei afirma que o Universo está ficando sem energia utilizável. A cada momento que passa, passa, a quantidade de energia utilizável está ficando menor, levando os cientistas à óbvia conclusão de que, um dia, toda a energia terá se esgotado e o Universo morrerá. Tal como um carro em movimento, um dia o Universo vai ficar sem combustível.

Então você pode dizer: "E daí? De que maneira isso prova que o Universo teve um começo .. Bem, vamos enxergar as coisas a seguinte maneira: a primeira lei da termodinâmica afirma que a quantidade e energia no universo é constante. Em outras palavras, o Universo possui apenas uma quantidade finita de energia (algo muito semelhante ao fato de o seu carro ter uma quantidade finita de combustível). Se o seu carro tem uma quantidade finita de combustível (a primeira lei) e ele está consumindo combustível durante todo o tempo em que está se movimentando (a segunda lei), seu carro estaria andando agora se você tivesse ligado a ignição há um tempo infinitamente distante? Não, é claro que não. Ele estaria sem combustível agora. Da mesma maneira, o Universo estaria sem energia agora se estivesse funcionando desde toda a eternidade pas­sada. Mas aqui estamos nós: as luzes ainda estão acesas, o que significa dizer que o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito, ou seja, o Universo não é eterno - teve um começo.


Podemos comparar o Universo com uma lanterna. Se você deixar uma lanter­na acesa durante toda a noite, qual será a intensidade da luz pela manhã? Será fraca, porque as baterias foram utilizadas até quase extinguir sua energia. Bem, o Universo é como uma lanterna quase descarregada. Possui só um pouco de ener­gia a ser consumida. Mas, uma vez que o Universo ainda tem alguma carga na bateria (a energia ainda não acabou), ele não pode ser eterno - teve obrigatoria­mente um início - pois, se fosse eterno, a bateria já teria acabado a essa altura.


A segunda lei da termodinâmica também é conhecida como lei da entropia, que nada mais é senão uma maneira simpática de dizer que a natureza tem a tendência de fazer as coisas se desordenarem. Em outras palavras, com o tempo, as coisas naturalmente se desfazem. Seu carro se acaba; sua casa se acaba; seu corpo se acaba. Mas se o Universo está ficando cada vez menos ordenado, então de onde veio a ordem original? O astrônomo Robert Jastrow compara o Univer­so a um relógio movido a corda. Se um relógio movido a corda está começando a atrasar, então alguém precisa dar-lhe corda.


Esse aspecto da segunda lei também nos diz que o Universo teve um começo.


Uma vez que ainda temos alguma ordem - assim como ainda temos alguma energia utilizável -, o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (entropia) neste momento.


Alguns anos atrás, um estudante que participava de um ministério cristão entre universitários convidou-me [Norm] para falar em sua universidade sobre um tema relacionado à segunda lei. Durante a palestra, eu disse basicamente aos alunos aquilo que escrevemos aqui, mas de uma maneira mais detalhada. Depois da exposição, o aluno que havia me convidado pediu que eu almoçasse com ele e seu professor de Física.


Assim que nos sentamos para comer, o professor deixou claro que era cético em relação ao meu argumento de que a segunda lei da termodinâmica exige a existência de um começo para o Universo. Ele me disse até mesmo ser materia­lista e acreditar que apenas as coisas materiais existiam e que existiram por toda a eternidade.



- Se a matéria é eterna, então o que você faz com a segunda lei? - pergun­tei a ele. Ele respondeu:

- Toda lei tem sua exceção. Essa é a minha exceção.



Eu poderia ter contra-atacado, perguntando-lhe se pressupor que toda lei tem uma exceção era fazer uma boa ciência. Isso não me parece muito científico e pode ser uma afirmação falsa em si mesma quando você pergunta: ''A lei que diz que 'toda lei tem uma exceção' tem uma exceção?". Se tiver, talvez a segunda lei seja uma exceção à lei de que toda lei deve ter uma exceção.



A coisa não se encaminhou assim porque eu achei que ele iria protestar. Em vez disso, recuei um pouco com relação à segunda lei e decidi questioná-Io sobre o materialismo.



- Se tudo é material - perguntei -, então o que é a teoria científica?



Além do mais, toda teoria sobre qualquer coisa material não é material; não é feita de moléculas.



Sem hesitar por um momento, ele disse com certo gracejo: — A teoria é mágica.

- Mágica? - repeti, realmente não acreditando naquilo que estava ouvindo. - Qual é a base para você dizer isso?

- Fé - respondeu ele rapidamente.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

EXISTÊNCIA DE DEUS(P1)

PROVA 1 – A PROVA DO MOVIMENTO

É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.

Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao Rio.

Nas coisas que mudam, podemos distinguir:

a) As qualidades ou perfeições já existentes nelas.

b) as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.

As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.

As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.
Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.

M = PX ---->> AX


Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.


Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser - o fogo - que tenha calor em Ato.

Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser - a tinta - que seja vermelho em Ato.

Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.

Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.

Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida. É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.

Tudo o que muda é mudado por outro.

Tudo o que se move é movido por outro.
Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato. Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade - a potência de ter a perfeição x.


Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.


Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.


PX ---> AX PX (5) ---> AX PX (4) ---> AX PX (3) ---> AX PX (2) ---> AX (1)


Esta seqüência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a seqüência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças. Noutras palavras, em qualquer seqüência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.

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Se a seqüência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.

Portanto, a seqüência não pode ser infinita.

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Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo. Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.

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A seqüência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.

E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito. Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo. Logo, a seqüência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Teontologia

O Ser e Atributos de Deus

Os atributos de Deus são as suas qualidades essenciais nas quais o Ser de Deus é revelado e com os quais pode ser identificado.

a. O Ser de Deus

A Bíblia nunca opera com um conceito abstrato de Deus, mas sempre O descreve com o Deus Vivente, que entra em várias relações com as suas criaturas, relações que indicam vários atributos diferentes. E o consenso da opinião da igreja primitiva, durante a idade média, e no tempo da Reforma, foi que Deus, em seu ser mais recôndito, é O Incompreensível. Os escolásticos falavam de três perguntas às quais todas as especulações a respeito do Ser Divino podiam ser reduzir-se: Quem é Deus? Qual a natureza de sua constituição interna? O que é que faz que Ele seja o que Ele é? Para responder adequadamente essas perguntas teríamos que ser capazes de compreender Deus e oferecer uma explicação satisfatória do seu Ser Divino, e isto é completamente impossível. O Finito não pode compreender o infinito. Calvino também fala da essência divina como incompreensível. Ele sustenta que Deus, nas profundezas do Seu Ser, está fora de alcance. Já Tomas de Aquino afirmava que os atributos de Deus não revelam o que Deus é em Si mesmo, nas profundezas do Seu Ser, mas somente o que Ele é em relação às Suas criaturas.

Devido à estreita relação entre os atributos e a essência de Deus, pode-se dizer que o conhecimento dos atributos leva consigo o conhecimento da essência divina. Seria um erro conceber a essência de Deus como existente por Si própria e anterior aos atributos, como também seria um erro conceber os atributos como características aditivas e acidentais do Ser Divino. São eles qualidades essenciais de Deus, inerentes ao seu próprio Ser e com Ele coexistente. Estas qualidades não podem ser alteradas sem alterar o Ser essencial de Deus. E desde que são qualidades essenciais, cada um deles revela-nos alguns aspectos do Ser de Deus.

A Trindade

1. A Doutrina da Trindade na História

Os judeus no tempo de Jesus davam muita ênfase à unidade de Deus, e esta ênfase foi trazida para dentro da igreja cristã. O resultado foi que alguns eliminaram completamente as distinções pessoais da Divindade, e que outros não fizeram plena justiça à divindade essencial da segunda pessoa e da terceira pessoas da Trindade Santa. Tertuliano foi o primeiro a empregar o termo “Trindade” e a formular a doutrina , mas a sua formulação foi deficiente, desde que envolvia uma infundada subordinação do Filho ao Pai. Os arianos negavam a divindade do Filho e do Espírito Santo, apresentado o Filho como a primeira criatura do Pai, e o Espírito Santo como a primeira criatura do Filho. O monarquianismo dinâmico via em Jesus apenas um homem e no Espírito Santo uma influência divina. Já o monarquianismo modalista considerava o Pai, o Filho e o Espírito Santo meramente como três modos de manifestação assumidos sucessivamente pela Divindade.

A Cognoscibilidade de Deus

a. Deus Incompreensível e, Contudo, Cognoscível


A igreja cristã confessa, por um lado, que Deus é incompreensível, mas também, por outro lado, que Ele pode ser conhecido e que conhecê-lo é um requisito absoluto para a salvação (Jó 11:7; Is 40:18; Jo 17:3; I Jo 5:20).

Os escolásticos sustentavam que não sabemos o que Deus é em seu Ser essencial, mas podemos saber algo da Sua natureza, daquilo que Ele é para nós, como Ele se revela em seus atributos divinos.

Já os Reformadores, embora concordando em linhas gerais com os escolásticos, rejeitaram a idéia de que é possível adquirir real conhecimento de Deus pela razão humana desajudada, partindo tão somente da revelação geral. Para Calvino, Deus, nas profundezas do seu ser, é insondável. “Sua essência”, diz ele, ”é incompreensível; desse modo, Sua divindade escapa totalmente aos sentidos humanos”. Os Reformadores não negam que o homem possa aprender alguma coisa da natureza de Deus por meio da Sua obra criadora, mas sustentam que ele só pode adquirir verdadeiro conhecimento de Deus por meio da revelação especial, sob a influência iluminadora do Espírito Santo.

Teontologia - Doutrina de Deus

* Não discutiremos se podemos ou não conhecer a Deus, partiremos do fato que podemos conhecê-lo.

a) Nomes de Deus: Nome é a expressão do ser.

Antigo Testamento:
´El= Mais simples dos nomes. Significa: ser o 1º (´Elohim = plural)
Adonai: o que governa – senhor.
Shaddai e ´El-Shaddai: poderoso, possui todo o poder.
Javé ou Jeová: Mais sagrado – “Eu Sou” – Senhor. Ligar-se a outros:
Tsebhaoth: dos exércitos I Sm.17:45
Nissi: bandeira Ex.17:15
Shalom: Paz Jz.6:24
Tsidkênu: Justiça Jr.23:6
Jireh: Provisão Gn.22:14
Rapha: Sara (curador) Ex.15:26
Raah: Pastor Sl.23:1
Shammah: Est presente Ez.48:35

Novo Testamento:

Theos: Nome genético. Relação individual, não mais nacional.
Kurios (Kirios): Senhor – substitui Javé ou Jeová.
Pater: Idéia nova sobre nossa filiação – Deus como Pai.
* Jesus ou Cristo não são nomes de ou para Deus.

b) Atributos de Deus:
1)Def.: Qualidades essenciais de Deus ou descrição de suas perfeições.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Por que devemos estudar os atributos de Deus?

Escrito por Henderson Fonteneles
A igreja evangélica atual tem perdido o senso da Glória de Deus, deixando de lado o conhecimento acerca dos atributos de Deus. Podemos observar isso na teologia da prosperidade, confissão positiva e eventos de curandeirismo que muitas igrejas promovem.


A psicologia , ao se infiltrar na igreja, também tem contribuído para esse cenário: retirando a responsabilidade do ser humano pelos seus pecados, pois defende a não existência do pecado, elevando o ego, e fazendo com que todos acreditem que a salvação é por merecimento.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Deus em três Pessoas: A Trindade

Como Deus pode ser três pessoas, porém um só Deus?

Podemos definir a doutrina da Trindade do seguinte modo: Deus existe eternamente como três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - e cada pessoa é plenamente Deus, e existe só um Deus.

A. A DOUTRINA DA TRINDADE REVELA-SE PROGRESSIVAMENE NAS ESCRITURAS.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Soberania divina e a responsabilidade humana, de novo

Felipe Sabino
Certas discussões reaparecem continuamente no meio cristão. A suposta tensão entre a soberania divina e a responsabilidade humana é uma delas. Ouve-se com frequência que a soberania divina, conforme entendida pela teologia reformada — particularmente na questão da salvação, mas não limitada a ela — retira a responsabilidade humana. “Se Deus é soberano e decretou tudo o que há de acontecer, nos mínimos detalhes, então o homem não é responsável pelos seus atos”, é a conclusão quase sempre proferida.